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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

O QUE ESPERAR DE UM HOMEM QUE SE IMPORTA



O que toda mulher quer é ser valorizada. Para valorizar uma mulher, é preciso, sobretudo entender o espaço que ela deve ocupa e respeitar o seu ‘campo de atuação’. Isso é valorizar. Na prática existem quatro quesitos onde fica claro o apreço pela sua companheira. São eles:


1.CONFIANÇA: É o sentimento de segurança e respeito que se tem em relações as pessoas a que se tem amizade ou negócios. Quando somos crianças, a primeira pessoa que aprendemos a confiar é na figura da mãe. A ela obedecemos, acatamos todas as decisões como o que comer, o que vestir, quando brincar, quando estudar tendo a certeza de que ela sabe o que está fazendo. Mas quando crescemos e lidamos com outros adultos, ou com outros homens, passamos a enxergar as decisões das mulheres como emotivas demais, pra serem consideradas válidas. Desde então são vistas como as que não sabem dirigir, as que choram demais, as que não são capazes de pronunciar uma sentença que faça sentido ou de produzir alguma coisa brilhante. O que aconteceu nesse processo, que torna o homem incapaz de reconhecer a capacidade de uma mulher? Talvez a necessidade de quebrar o vínculo com a mãe pra se sentir emancipado chega a tal ponto de rejeitar qualquer iniciativa que te faça voltar a sensação de dependência? E por que é diferente da relação que se estabelece com outro homem? O que se pode dizer que o papel da mulher não é substituir o que era ocupado pela mãe. Então o mínimo que se pode esperar é confiar em novos resultados. Porque da mesma forma, a mulher deseja ser vista com os olhos dessa emancipação emocional.



2. SEGURANÇA: A mulher está sujeita a uma infinidade de agressões que, quando não os pratica ele mesmo, o homem é incapaz de imaginar. A sua integridade física, agressão verbal, agressão moral, agressão psicológica, agressão patrimonial. Quantas vezes é preciso dizer a um homem NÃO” ? A reação a isso muitas vezes é de desacreditar, se enfurecer, agredir. Por isso que nessa situação, muitas vezes o que acontece é a tentativa evitar o confronto com educação, moderação, voz baixa, como sintomas do medo. Participar da sociedade é como ir a uma guerra, pela perspectiva feminina. É sempre necessário calcular no lugar, na situação , nas pessoas o tipo de risco que oferece só por garantias de autopreservação. Embora não devesse ser o natural, se torna o comportamento padrão. A partir de questionamentos como: o lugar é escuro? Tem movimento de pessoas? Tem policiais em volta? É um lugar de pessoas alcoolizadas? É um lugar oferece drogas? As pessoas são descontroladas? Julgam pela sua roupa a forma que podem se aproximar? As pessoas andam armadas? O quão são resistentes a sua opinião? O quão são machistas? O quão são de se apropriar do seu trabalho? Quem já passou por toque físicos indesejados, flerte em ambiente de trabalho, invasão de privacidade e intimidade, sabe da infinidade de constrangimentos a que se está sujeito. Coisas que o homem seja por convenção social ou por força física se preocupa menos. Por isso é sempre seguro estar do lado de alguém confiável, que entenda e tenha a percepção desse risco, acompanhando sua intuição, como a necessidade de sair de um ambiente ou situação em que não se sinta confortável, ouvindo, tendo em vista razões dela. Para o caso de uma desconhecida a mesma compreensão de que, você o homem, não deve se comportar como essa ameaça para ela.


3. CONTROLE: Mulheres precisam ter o controle da situação. Não. Isso não é o mesmo que querer controlar o homem. Quando dois amigos vão para um rally, um ocupa a direção e o outro a navegação pra indicar o caminho. Um precisa de informações para fazer bem o seu trabalho o outro precisa ser guiado pelo caminho. Por exemplo, se o motorista prefere chegar mais rápido, se tem a sem a percepção de que o carro aguenta usar a velocidade, se a direção é leve ou pesada, se consome muita gasolina ou se precisa parar pra abastecer, se eventualmente trocam a direção do volante e tantas outras sobre as condições do carro, então receberá informações sobre os caminhos mais curtos, as melhores pistas para usar a velocidade e se condições da estrada está de acordo com que capacidade do carro pode suportar. Assim sendo, quando uma mulher pergunta ‘vai sair quando? ‘ que horas volta?’, ’ E com quem?’, ‘Vai a pé ou de carro?’ “por quanto tempo? ‘, o objetivo dela é usar essas informações para se planejar. E não para viver em função dele. Ao se conviver com alguém se assume a responsabilidade de ser participante da vida com o outro. Ao contrário de fazer esse alguém coadjuvante da sua vida. Ao se recusar a ‘dar satisfações’ interrompe a simples relação de convivência.



4. CONSIDERAÇÃO: Por fim a consideração faz com que o homem não a use com estepe. Sabe quando você se dedica a construir algo junto mas não vê retorno? Ou a pessoa não quer a mesma coisa que você ou de propósito está deixando todo o trabalho na mão de um só. Quando o compartilhar é recíproco as atitudes tendem a transmitir a mensagem “eu me importo com você também”. Na prática quer dizer o fazer juntos, planejar juntos, o ter objetivo juntos, cuidar juntos, dividir tarefas, ter a opinião do outro em consideração na hora de tomar uma decisão ao invés de apenas comunicar, deixar participar das escolhas, conquistas e também fracassos.



Tendo em perspectivas as considerações acima, isso é um relacionamento, certo? Nem sempre. E também não é sobre o homem conceder toda essa atenção nos primeiros cinco minutos que conhece a garota. Mas só a prática leva a perfeição e em todo caso existem situações impessoais dos quais esses princípios podem e devem ser aplicados, certo? Não é preciso estar namorando para estabelecer uma relação de confiança com uma mulher, afinal ela não está decidindo sobre sua vida privada, basta focar no objetivo que se tem juntos naquele momento. Não é preciso que haja interesse para respeitar a necessidade de segurança de uma mulher, bastar exercer a empatia de se colocar no lugar do outro e focar em resolver as preocupações que a fazem se sentir em risco. Não é preciso estar casado com alguém para perceber munir uma mulher de informações para que possa tomar as próprias decisões não é invasivo. É preciso considerar que fazer planos juntos não se resume apenas a casar, pode ser um negócio, uma relação comercial, uma amizade, um evento que tenha duração pré-definida.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Tudo o que é preciso incluir e resolver dentro de um relacionamento



Desde sempre, os homens foram ensinados a se vê num papel autoridade em relação a mulher. Tanto na vida pessoal, quantos aos relacionamentos. Está na memória de qualquer uma as vezes que suas opiniões e vontades foram desprezadas e anuladas como não importantes. Parte disso vem do ideal masculino como o provedor imponente. O papel de herói da figura fragilizada. Mas a autoridade costuma ser facilmente confundida com tirania. Ao considerar o aspecto de moça indefesa, também projeta como incapacidade de resolver problemas, a justificativa para não entregar a ela o poder de decisão. Sem voz ativa, suas opiniões são anuladas e desprezas.

E é aí que mora o perigo. Ser prepotente e inflexível vira lugar comum. Da mesma forma que do outro lado demanda o papel de submissão. Vamos aos exemplos práticos: como você decide quem vai ao restaurante? Como você decide quem vai dirigir? Como você decide quem vai ocupar aquele cargo? Como você decide quem tem a vez de falar? Como você toma decisões dentro de um relacionamento a dois? Como você quer satisfazer seus desejos? Como você decide sobre consentimento?


Há garotas que se acomodam e se sentem a vontade nessa posição. Mas só pelo conforto de não ter que assumir as responsabilidades pelos seus atos. O homem seria melhor sucedido se atribuísse novos significados ao seu papel em relação a sua companheira como os de: Proteger , Promover e Valorizar. Sem perder a masculinidade ou diminuir a capacidade dos seus feitos entender que liderar é também servir. No episódio de hoje é dedicado a entender cada aspecto dentro do contexto do relacionamento:





1. Proteger:

O homem só ativa seu instinto de proteção quando se sente ameaçado. O risco de perder o seu considerado “prêmio” ou “quo status” o faz enfrentar a situação. Mas quando faz isso é porque ele está preocupado com a segurança da pessoa ou com o seu próprio valor e autoestima? Ciúmes se torna uma um jogo de “se importar”. Já a proteção proteção vem sendo entendida como apenas ser educado. A cortesia é um brio social que aufere uma imagem sedutora. Ainda que descartada, quando não mais tida como necessária. Hoje vamos além do que isso pra provar que existem outras formas de ser protetor através de atos que a elas realmente se importam, que são ignoradas.


Ser respeitado se conquista ao voltar todas as suas atenções e energia para agir como respeito. Já entre mulheres sororidade não é um conceito tão exercitado, quanto é entre os homens, por isso estão sempre disputando a atenção deles por necessidade de aprovação através da conquista dos seus respectivos desejo. E é divertido vê isso acontecer porque é uma forma de ostentação. Não, não é divertido.


O território do relacionamento se torna um campo de batalha através dos ataques de desinformação, insinuação e blefe. Ou você se preocupa em construir a união e a convivência ou você se ocupa em miná-lo. A vaidade de se sentir disputado e harmonia necessária entram em conflito. O homem age em função de não ofender a honra de outro homem. Mas não são muito atentos quanto a ofender a honra de uma mulher. Descer do pedestal nesse caso é importante pra quem quer manter a unidade sem conflitos. Portanto esse problema deveria ser evitado ou resolvido. Se há alguma coisa que possa ser feito isso é: Demonstrações públicas de afeto atende as necessidades emocionais da mulher; Manter um laço inquebrável com alguém não significa ausência de conflito, apenas que existe um objetivo em comum de estar junto ou alcançar algo juntos; Estabelecer uma relação de confiança mútua como o alvo da sua preferência, o que inclui aceitar as decisões dela também; e proximidade.

2. Promover :

E quando uma mulher expõe suas fraquezas, qual tendência provável da maioria dos homens? Mulheres são muito cobradas a serem profissionais acima da média, uma dama irrepreensível, mãe dedicada e uma excelente amante. Isso é uma visão de fora do que se espera do comportamento dela. Mas cada uma tem suas metas pessoais de vida que gostaria de alcançar. O que se espera dessa situação é um suporte emocional. É sobre o que companheirismo se trata. O apoio necessário para que desenvolva ao máximo o potencial dela. Se interessar pelo que faz melhor e ajudar, da mesma forma que ela faz por você.

3. Valorizar:


Cada aspecto descrito acima está diretamente ligado ao grau de proximidade que deseja construir junto com uma pessoa. No caso hoje se trata de relacionamento. Mas também, vale a pergunta de como resolver a situação quando se trata de uma relação de amizade? E de uma subordinada? de uma chefe? O que acontece é fugir, subjugar e competir e isso não é valorizar.

sábado, 14 de agosto de 2021

COMO AS PESSOAS SE RELACIONAM EM FUNÇÃO DO SEXO



Seja por condicionamento ou por educação, até mesmo a falta dela, a maioria dos homens sonham em ter um bingbing do tamanho dos seus egos, que de forma mágica resolveria todos os seus problemas de aceitação e status através da aprovação feminina. Ao contrário do homem, não é o ato sexual que mexe com a autoestima da mulher. É o processo até chegar lá. E cá entre nós que elas realmente desejam é serem indispensáveis. Porque se depois de uma noite elas não são as pessoas mais deslumbrantes do universo e eles não caírem de joelhos admitindo que o sistema solar gira e torno do seu umbigo, nada valeu a pena, não é mesmo? E o ponto alto dessa da busca pela afirmação, é carimbar a consolidação do seu poder através de algo que tenha bastante importância para eles: o sexo. É aí que, aquele símbolo da fertilidade humana tem que se tornar a deusa exclusiva e detentora de todo prazer, que aquele cara só está autorizado a buscar, no corpo dela. E com todo respeito, quem alimenta essa condição tem uma ideia muito pobre do que é se relacionar. Para a mulher, sexo é resultado do desejo, que é o que realmente importa. Daí, essa mulher projeta que foi a escolhida porque ele lhe atribui um valor por tudo o que ela é. Quando na verdade foi só pela capacidade de fazer com que ele exerça sua própria masculinidade. Você concorda que é isso que acontece com frequência?

O problema é que o resultado não é o esperado. Nem de um lado e nem do outro. Focar no sexo e no desejo faz com que eles pensem mais nas suas próprias prioridades. Muitas vezes quando um homem procura outra mulher, ele está interessado em se afirmar para outro homem provando que ele é desejado e aceito. A capacidade de ser focado induz o pensamento mais em si mesmo do que no que ela está falando, fazendo ou desejando. Daqui nasce uma infinidade de critérios para que isso aconteça. Inclusive as respostas violentas. Por outro lado a mulher busca reconhecimento de suas virtudes. Focar toda sua energia de autoestima no sexo que representa o desejo dele e resulta com  cada um pensando mais nas suas próprias prioridades.



E essa é uma característica social do ser humano, não a instintiva. Se não fosse assim, o homem só escolheriam mulheres pela sua capacidade de ser fértil e desenvolver uma prole, assim como os homens só seriam escolhidos pela sua capacidade de gerar uma descendência capaz de sobreviver no ambiente.



Talvez a melhor chance que as pessoas tenham de construir um modelo de satisfação inteiramente próprio é aprender o caminho inverso. E fazer o cara se perguntar: ‘ok, essa garota entra nos meus critérios, mas o que eu preciso fazer para estar nos critérios dela?’ O foco muda. Todo mundo tem critérios, inclusive essas mulheres que os homens procuram pra se auto afirmar para outros homens. Só que praticam isso fingindo ser o que não são e enquanto apoiam sua satisfação em algo egoísta e comprável. Por outro lado a qualidade dos homens que desejam essas mulheres entra num círculo de vaidade e pretensão que gera uma guerra. Para ser o que desejam um para outro , ambos entram num jogo de manipulação. As pessoas passam a disputar privilégios  em nome do amor. Só que quando as máscaras caem, não há desejo que aguente o sentimento de não pertencer aquela relação. Ninguém se compromete por inteiro, restando até certo desprezo mútuo, mantido pela vida de aparências.



As relações humanas são complexas e cada um escolhe o tipo de vida que quer levar. Há quem se satisfaça baseado no tipo de benefício possa usufruir do outro. Quando se faz essa escolha, o ambiente também escolhe por você, delimitando aqueles espaço que se podem alcançar, baseado nos mesmos interesses. Por outro lado o que acontece também é querer trazer pra dentro do nosso círculo, aqueles que não aceitam o nosso estilo de viver. Então as pessoas se frustram porque não conseguem manipular o suficiente ao ponto de transformar o outro naquilo que a gente quer que ele seja. Mas se tem uma coisa que todos precisam absorver, é o de ser autêntico é manter uma atitude que respeite tanto sua própria vontade, quanto as dos outros.

Já parou pra analisar quais são os seus próprios critérios? Aprovação social, classe social, o patriarcado, o feminismo, enfim. Admita os seus ou mude, sempre lembrando que seremos julgados (ou escolhidos) por aquilo que também julgamos. Delimitar e classificar as relações em sua própria cabeça sobre até que ponto é amizade, ficada (night stand), affair , rolo (friends with benefits), namoro ou casamento é um começo. E seja fiel a esses critérios. Não atribua aos outros, a escolha desses parâmetros, e especialmente aos homens, essa responsabilidade que é só sua sobre a sua vida. Porque são todos uns folgados, TODOS. Eles vão ficando , até o momento que for útil, especialmente se envolve ideologia de classe. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu " você tem que ser assim, é o que nós somos". Saiba que você e o seu corpo tem limites, que não devem ser definidos pelos outros. A não ser que queira estar do lado daquele cara que namora há 20 anos, mas nunca quer definir o que são ou trocam por uma mais nova depois disso. É um desperdício projetar um empenho em uma pessoa que não está procurando as mesmas coisas que você. Eles precisam saber que estão lidando com uma pessoa de carne e osso e seus sentimentos precisam ser respeitados. E que você não vai permitir um comportamento que te deixe instável e vulnerável. Então se proteja e não tenha vergonha de dizer não.

Nunca deixe espaço para má interpretação e ruídos de comunicação. Os homens se utilizam desse argumento pra manipular e fugir da responsabilidade. Até se entregar a um relacionamento, vão tentar de todo jeito enganar pra conseguir o que realmente desejam ou evitar envolvimento. E as mulheres pra inventar uma conexão que não existe.


Existe uma diferença entre o que as pessoas querem e o que precisam. Seja o que você precisa primeiro. Sem abdicar da sua personalidade. O suficiente para estar à vontade de sendo o que é, sem ter que montar um personagem. E com isso eliminar as barreiras que atrai ao que se quer. Homens costumam se envolver com mulheres que entendem o que sentem, tanto quanto a sua necessidade de provar seu valor. E se encanta com isso.

Nunca finja orgasmo. E de alguma forma, deixe isso claro. Mulheres fazem isso com intuito de serem vistas. Pode ser um choque pra ele ouvir o contrário. Das duas uma: ou vai fugir ou vai se lembrar de pensar muito mais em você. Vamos torcer pela segunda opção.


É sempre bom lembrar que a única regra universal é o consentimento. Comportamentos abusivos não devem ser vistos como o 'normal' do relacionamento. Isso surge especialmente como revanchismo contra mulher. Capaz de atos extremamente violentos ,típicos de pessoas emocionalmente desequilibradas.




 A vantagem de ser fiel aos próprios critérios é não dá espaço para hipocrisias. Nem a do seu comportamento e nem a dos outros. Sabe aquelas pessoas se agarram a qualquer desconhecido na balada, mas pra namorar coloca a pessoa em modo de espera? Claramente é pra fazer jogo com os sentimentos dos outros. Mas há coisa pior, quando essa pessoa se tornar um stalker por atenção? Você sabe que a pessoa não está interessada, mas ainda luta pra tirar algum proveito da situação. Na pior das hipóteses ter um critério para cada indivíduo diferente que aparece, só criará mais sofrimentos.  Ou uma coisa ou outra. Todo cuidado com esses ou para não se transformar em um desses, ainda é pouco. 


 Por falar nisso você já ouviu falara da regra do quinto encontro? Foi uma fórmula matemática inventada pra induzir a valorização da mulher a partir desse número de encontros. Mas isso é besteira. Alguns homens podem te valorizar no mesmo dia (e quando é assim é porque já admiravam platonicamente há algum tempo). Só que também pode ser depois de uma semana um ano, dois anos, cinco anos ou nunca. E aí, o que fazer? E quando? Se esse é o impasse, então se faça a seguinte pergunta: Eu o conheço suficiente a ponto de identificar se o que esse homem procura vai além de me usar pra sua autoafirmação? E no que isso contempla os meus critérios de escolha agora e no futuro? Ou se trata apenas de adquirir vantagens um do outro?


E, com o tempo esse autocondicionamento se torna o seu novo normal particular.





sexta-feira, 9 de julho de 2021

E se fosse seu cliente?


Quando nos propomos a viver em sociedade, assumimos o compromisso de zelar pela liberdade individual uns dos outros. Isso porque se a gente quer poder sair na rua sem correr o risco de ser agredido, não basta só não ser essa pessoa que se comporta como agressor. É preciso não aceitar que essa violência não aconteça com outras pessoas. Atos violentos se manifestam de várias formas, para proporcionar relações de dominância. A violência física, verbal, simbólica, entre outros. A consequência disso é se acostumar com um sistema autoritário, que a medida que se normatiza, não para naquele primeiro objeto tido como alvo. A tendência é que se torne uma medida para alcançar o poder com cada vez menos prerrogativas que garantam que a sua liberdade também não será afetada, independente da raça, religião, credo ou gênero.



Na coluna de hoje, vamos tratar de uma vertente sob a perspectiva de humanização quanto a inclusão social. O movimento lgbtq+, como é mais conhecido, é uma instituição civil cujo o objetivo é defender a aceitação e inclusão social do gênero, que por si só já representa a si mesmo. Mas o propósito é oferecer uma visão crítica que sirva de referência para uma comunicação mais efetiva entre as partes. A inclusão passa por entender o papel social do indivíduo, seus direitos e deveres. E em algum momento esse objetivo não tem sido alcançado. No calor da emoção, a mensagem de inclusão tem sido ouvida como indução a libertinagem, as empresas se dividem entre aderir movimento e não ofender ou afastar o público consumidor existente. O que resulta em campanhas rasas, mensagens inadequadas, com a ilusão de serem inclusivas, pra se apropriar do momento pra faturar.


A intenção é achar um ponto de equilíbrio em tudo isso, para esclarecer e formar uma base para opinião sólida, de como se posicionar e como agir diante dessa situação. E o papel do The-Insighters, é baseado no respeito entre as partes, como diria Voltaire “Posso discordar de tudo o que disser, mas defenderei até o fim o seu direito de dizê-la”.


Para começar, o foco hoje será os meios de produção. Porque não adianta o discurso da propaganda, sem que se respeite o fato de que é um nicho consumidor diferente. Um bom exemplo disso seria o setor de vestuário. O que a indústria considera como masculino e feminino se perde no conceito do público lgbtq+. Entenda, por anos as mulheres usam jeans, calças e ternos agora femininos totalmente adaptados ao corpo. Mas o que se atribui a uma mulher que é lésbica e “não liga pra moda” é a masculinização do corpo como botas coturno, roupas largas que escondam as formas enquanto o homem que é gay é contemplado com as cores do arco-íris. Já aqueles que se identificam como transexuais ou tem sua identificação de identidade de gênero com o feminino, nutrem uma profunda admiração pelo corpo e as formas da mulher, tanto que quando se olham no espelho desejam as roupas desenhadas para elas.


Para alcançar essas pessoas, como mercado consumidor, não basta utilizar roupas coloridas e bandeiras do movimento. É preciso criar. Por isso o setor de produção deveria estar alinhado com a tendência de mercado. 
Três características fundamentais definem o estilo de vida desse grupo, são eles: ode ao corpo , a necessidade de se reconhecer um ao outro visualmente e a busca pela sensação de pertencimento.


Crédito:Jean Paul Gaultier/ instagram

A ode ao corpo é um traço que reflete a personalidade coletiva desse círculo. O mais comum é atribuir a   sexualização quando também se estende ao desejo de se transformar fisicamente ou emocionalmente ao gênero que se identifica. A pessoa quer atributos que atraiam o objeto de desejo, a medida que admira o que é natural no outro. Pessoas que tem o perfil de serem mais visuais, são muito sensíveis a beleza e a estética.


Ao passo que querem se transformar no objeto de cobiça, também precisam se reconhecer um no outro, tendo em vista o compartilhamento da mesma visão de mundo e de estilo de vida. As pessoas que querem se relacionar entre si, se reconhecem por símbolos. Mas não se resume só a bandeira, declaração de orgulho ou confetes do tipo. Antes, alguns recursos como o furo na orelha masculina ou o corte transversal na sobrancelha eram indicativos de reconhecimento dos quais devem revelar outros aspectos como interesse , comportamento, gênero e qualidades pessoais.

A sensação de pertencimento, que no dicionário é descrito como a crença subjetiva que reúne diferentes indivíduos com valores, medos e aspirações em comum. 

A título de exemplo que poder servir como parâmetro é no setor de confecções, onde cabe algumas medidas técnicas, dos quais guiam padrões de corte e costura que podem ser solicitados pelos lojistas. A inspiração é do Jean Paul Gautlier, referência na alta-costura que é classificada como moda conceito. Seguindo alguns exemplos, analise comigo, quais são os parâmetros, os recursos e o que elas significam.


Fonte: Jean Paul Gaultier
instagram

1. Nas primeiras imagens, é possível conferir a admiração ao corpo através das formas. A composição de cinturas finas a projeção do desenho do corpo e volume que, se na imagem com a roupa em branco e azul está na extensão do braço, também pode ser utilizado para caracterizar formas e circunferências que deem aparência de proporcionalidade, do que exibir, o que esconder sobre a fisionomia que deseja alcançar.

 
Fonte: jean Paul Gaultier/Instagram 

2. A simbologia aparece na costura, através dos botões, as costas aparente, o corte da camisa no pescoço alargado, o clássico corte em V repaginado pra exaltar a extensão dos braços ou até mesmo ombreiras sobressaltadas para o mesmo fim.
















sexta-feira, 2 de julho de 2021

A luta de classes


O liberalismo trouxe um grande progresso de ideal social mas não resolveu todos os problemas. Então a revolução mudou de classe. O novo imperialismo liberal que veio com a industrialização forjou um novo jeito de repensar o papel social da política. Nasce o ideal de esquerda. Mas pra compreender profundamente o que isso significa, é preciso entender o quê estava sendo contestado.

O desenvolvimento do liberalismo não foi um processo estável. Ao longo da história houve várias guerras dentro e fora da França em que o poder se alternava novamente entre o modelo absolutista de governo e os ideais liberais. Com a revolução industrial passou a ser liberalismo econômico. A evolução da indústria se deu, na Inglaterra, por dois processos: a criação da máquina a vapor e a fabricação de produto em escala. Henry Ford, foi o primeiro a criar e produzir o carro, por exemplo.
Essa nova economia veio em processo de transformação a partir do mercantilismo que enriqueceu sobremaneira os países colonizadores. A partir daí, as liberdades individuais passaram a ser o embasamento para economia de mercado, definindo o papel dos monopólios em formação e do Estado. Os principais economistas dessa nova política defendiam os seguintes interesse:

O direito a propriedade, adquirir ou herdar bens com intuito de enriquecer; o estado só deve agir pra manter a ordem a paz e a proteção da sociedade , sem que interfira na iniciativa privada; entre os quais, estaria a jornada de trabalho e os salários como negociação direta entre empregador e empregado que além do governo, não atuariam nem sindicatos e nem legislação em protesto; a livre concorrência que teoricamente beneficiaria os empreendedores mais competentes e eliminando os menos adaptados, mas acaba por também proteger monopólios e grandes corporações ; a inexistência de barreiras alfandegárias (impostos de um país para o outro) uma vez que cada país deveria se especializar no que pudesse produzir de melhor; e respeito a ordem natural da economia que se autorregula e se autogoverna.

Segundo Adams Smith, o trabalho é a verdadeira fonte de riqueza. Mas o que a ordem natural impõe é que nas relações de trocas, sempre haja perda em uma das partes, daí surge a origem da pobreza no mundo, uma vez que o estado não está apto para interferir. Por exemplo: David Richard defendia que o preço era determinado pela capacidade de produção em volume, vindos dos redutos mais pobres. Também disse que a renda do trabalhador deveria ser a mínima parte, que fosse suficiente para sobreviver. Nassau completou que a produção não deveria parar em benefício da redução da jornada de trabalho do funcionário.


No século XIX, o imperialismo voltou com toda força. Os governos assumiam um caráter absolutista novamente com objetivo de conquistar mercados e principalmente garantir matéria-prima barata e a partir daí voltou a disputar territórios que antes foram colonizados. Surgiu a partilha da África e da Índia, com a desculpa de que a suposta raça inferior deveria passar por um processo civilizatório, baseado naquele antigo conceito conservador e determinista. A missão “filantrópica” passava por políticas de guerras, controle econômico do território, aquisição de matéria-prima barata pra produção industrial e domínio dos meios de produção. A disputa por esses territórios deu início a I guerra mundial que ocorreu entre esses países. A II guerra mundial ocorreu com o despertar tardio da Alemanha na disputa pela unificação do seu próprio país e parte nos lucros dessa nova economia. A ex-União soviética, hoje Rússia , país comunista, foi o palco de uma disputa bélica medindo forças, na guerra fria, enquanto Estados Unidos se empenhou em dominar politicamente a América latina. Os países asiáticos foram também alvos cobiçados, tendo havido algumas guerras, uma vez que para evitar a dominação sucedeu mudanças governistas, que deu origem a revolução comunista naquela região. O mundo se tornou polarizado entre os capitalistas , que mantém a relação entre países dominantes e dominados e os comunistas que rejeitam os processos capitalistas de dominação. Na América latina, foi o que aconteceu com Cuba pela iniciativa Che Guevara.

Mas o que é e como surgiu o socialismo?



As primeiras teorias do socialismo surgiram durante a revolução industrial observando as condições de trabalho do operário. Conde Claude Saint-Simon propôs uma sociedade que não houvesse exploração do homem pelo homem, uma vez que todos produzissem, todos seriam donos da produção. Fourrier imaginou uma nova ordem baseada em comunidades socialista que não mais haveria patrão e empregado, cabendo a cada um desenvolver seus próprios talentos e aptidões. Robert Ownen pôs em prática a implantação de uma nova comunidade de alto padrão dentro da sua empresa, diminuindo a jornada de trabalho, aumentando salários e oferecendo instrução, sendo também o criador do trade unions, os primeiros sindicatos Britânico. Mas esses esforços eram idealista demais e pouco práticos porque não tinham método para ser alcançado, por isso foram chamados de socialistas utópico.


Foi o que considerou Marx, no século XIX , um alemão que estudou profundamente a construção social e com isso fez enormes contribuições ao estudo da política e economia. Através dessa análise ele propõe uma prática política revolucionária que tenha por objetivo destruir a ideologia doutrinária capitalista e implantar uma nova era a partir de preceitos socialistas. Só que para isso é preciso passar, segundo ele, pela ditadura comunista, do qual condiciona o povo de uma determinada região a certos preceitos. A revolução deveria partir da classe operária, que tem o valor do seu trabalho suprimido por aquele que o contrata. E além disso é alienado quanto a sua capacidade e o seu valor. Por isso cria uma estrutura de consciência de classe do qual o operário entende que seus interesses são diferentes do proprietário, dentro do sistema capitalista e luta através de organizações políticas que os representem, como organizações de classes e sindicatos.

Mas , a questão final é que o objetivo de atingir uma sociedade sem divisão de classes passa pela implantação de um governo forte e centralizador , que é normalmente atribuído a tirania. E falha nos seus preceitos ao se igualar ao absolutismo.

sábado, 26 de junho de 2021

A era da razão


Quando o filósofo Hobbes defendia o poder absoluto dos reis, ele argumentou que o homem só vive no caos, sendo lobo de usa própria espécie, tendo por isso que ceder a sua liberdade para um rei que o governasse. Mas ao mesmo tempo esse poder era regido por interesses individuais e sem nenhuma régua moral que o regule. O que faz de alguém capaz de assumir essa posição? Se o poder legítimo não é dado por deus, a quem pertence o poder então? O movimento iluminista chegou para se contrapor à Maquiavel e Hobbes questionando a legitimidade do poder. Surgia a idade da razão, onde todos os questionamentos se voltavam em busca de respostas racionais através dos ideais iluministas.

Com o surgimento das monarquias absolutistas e o mercantilismo, surgiu uma classe burguesa, que cresceu por causa do comércio e se intelectualizou com o avanço da ciência, culturalmente e ideologicamente. Com isso passou a questionar a legitimidade do poder dos reis através dos desmandos que praticavam e excesso de impostos de modo que a lei demandava do interesse pessoal de um indivíduo. Nesse contexto aconteceram a revolução francesa, a revolução industrial, a revolução inglesa, a luta por independência dos países colonizados e o início do capitalismo como sistema econômico.

Todas essas revoluções tiveram sua base nos ideais liberais do século XVII e XVIII. Suas características são defender um estado laico e não intervencionista. Também a separação entre o público e o privado. A existência de uma constituição e declaração dos direitos humanos que garantem as liberdade individuais. Criou a divisão de poderes em legislativo, executivo e judiciário para que o poder não fosse concentrado na mão de um só. E culminou na monarquia parlamentarista, e, logo depois no presidencialismo.


A maior questão que o liberalismo se propôs a resolver foi sobre a legitimidade do poder. Segundo Diderot, “nenhum homem recebeu da natureza o direito de comandar o outro, por isso todo homem tem o direito de aproveitar a sua liberdade como achar certo, a autoridade de um sobre o outro não é natural." Ou acontece pela violência, do qual ele considera uma usurpação, ou sob consentimento mediante um contrato firmado entre as partes. E especialmente no caso de um povo, essas condições, requer que seu uso seja benéfico para a sociedade. Mas sem nunca exigir a restrição de sua total liberdade e sem reservas.


Já John Locke propôs que o absolutismo fosse substituído por um contrato entre governantes e governados baseado em um conjunto de leis escritas, denominada constituição. Ele também afirmou que todo homem possui alguns direitos naturais e são eles a liberdade, o direito a propriedade privada e a resistência contra governos tirânicos.
A razão passou a ser vista como o único guia infalível para se chegar ao conhecimento e a sabedoria ao invés da fé. Mas é ainda diferente da democracia. Uma vez que o liberalismo se preocupa primeiramente com as liberdades individuais, enquanto a democracia se caracteriza por ser a soberania do povo.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Absolutismo - O princípio de toda tirania



Quando os primeiros republicanos instituíram a ditadura como parte do governo, a intenção era formar uma centralização do poder, de forma consciente pra resolver um estado de emergência do império. Naquela época não se tratava de um regimento permanente e nem soberano. Mas com o passar dos tempos as coisas mudaram, criaram novas proporções e modelos. A ditadura, que uma vez era a formação para a guerra dentro de um governo, se tornou o próprio governo. Mas que cenário justificaria tudo isso?


Passado a era medieval, aquela do surgimento dos impérios, no final idade média, quando a Europa começou a ter um caráter rural e a nobreza, a classe que comandavam os feudos, que eram os donos das grandes extensões de terras habitadas, distribuída em famílias a disputa pelo poder se tornou mais contestada por causa da forte influência das igrejas. Em um ambiente tumultuado e de guerras, as famílias nobres se dividiam entre aquelas que aceitavam e a que não aceitavam a interferência religiosa na monarquia. E em busca de unificar territórios sem a benção de um papa e diante da necessidade de manter riquezas e privilégios, nasce o absolutismo.


O período é o século XV, a moral baseada na justiça divina passa ser questionada. Se na sociedade primitiva ninguém estava sujeito às leis, cada um satisfazia seus próprios interesses. Uma vez que as pessoas se unem pra cria uma sociedade seria necessário criar um contrato onde as pessoas cedessem seus direitos a um soberano, renunciando toda a sua liberdade individual em nome do Estado. Esse por sua vez, com a autoridade absoluta nas mãos, deveria gerir o caos que o cerca. Por isso seria lícito, segundo Hobbes, o rei governar despoticamente, uma vez que o povo lhe deu esse poder. Por outro lado, não existe só um rei para todos os territórios da terra, portanto um estado forte depende das alianças ou guerras que escolhe fazer. Para isso seria preciso abandonar a moral e o bem comum uma vez que o rei deve está disposto a fazer tudo em nome da nação, para manter o domínio. Enquanto pregava sobre a unificação da Itália, Machiavel defendia que os fins justificavam os meios e que até a força era um ato necessário. Com isso a tirania estava permitida, o homem passava a agir politicamente com a moral fundada na hipocrisia e no desejo de poder. O importante era o poder, nem que fosse pela força. E o  poder individual do rei, como imperador, se fortaleceria através da estrutura do Estado.

Mas ainda que ideologicamente justifica, a nobreza que queria se afastar da igreja, também precisava dispor de recursos financeiros em quantidade para manter a sua posição. Se antes o acúmulo de terras era o que proporcionava status e riquezas, dessa vez a capacidade de acumular ouro e metais precisos, seriam a nova fonte para manter as despesas. E o meio para alcançar passa a ser o desenvolvimento do comércio. Vender o máximo que puder e comprar o mínimo renderia a nova matemática financeira ao mercantilismo. Esse modelo econômico fez a corrida por novos territórios, que pudessem ser exploradas através do plantio ou extração de metais uma nova forma de prosperar.


Isso modificou a forma de pensar a estrutura social. Até aqui nós tivemos o modelo espartano de sociedade, o modelo dos impérios, o modelo republicano, e como essas sociedades evoluíram interagindo com o seu povo ou daqueles que conquistavam. Especificamente nesse contexto a escravidão se tornou um ativo comercial. Ou seja, a utilização de escravos justificava o barateamento do custo e da mão de obra, ou seja do trabalho.

Embora alguns absolutistas considerassem que a soberania dos reis era um direito divino, o objetivo principal era se afastar da instituição da igreja. E criar um estado potente e rico. Baseado no interesse de quem o governa.

São suas caraterísticas principais, um estado controlador sobre todas as atividades produtivas; protecionista para dificultar as importações ; intervencionista sob todas as decisões econômicas e centralizador do poder e da força.


Em um ambiente despótico é possível encontrar essas características disseminadas. São todos, influência da tirania, basta olhar os regimes que são desdobramento do mesmo método. O fascismo, o nazismo, o totalitarismo , além de todo aquele que finge não ser.