sábado, 8 de maio de 2021

A lei do mais forte




Hoje o homem médio não vive mais pelo instinto de sobrevivência, preocupado com as limitações do ambiente que diminuam sua capacidade de viver, certo? A sociedade é munida de estrutura para que a principal motivação do ser humano não seja o estar vivo, ao invés disso a luta diária foi substituída por suas relações que são baseados pela vontade de realização. Trabalhar ser reconhecido, ser famoso, ter dinheiro, comprar coisas, multiplicar, a felicidade. É o que a vida em sociedade pode nos proporcionar. O que nos leva a viajar para a origem das civilizações, o que seria o começo das organizações sociais. Não mais na idade da pedra, é o que acontece na era dos metais , onde o homem aprender a manipular o bronze e o ferro, transformando em utensílios, adornos e armas. Não só para caçar, também para lutar entre si.

Isso quer dizer que as primeiras sociedades que existiram, prevaleceram pela força. Uma vez que as comunidades deixaram de ser nômades, a disputa passou a ser pelas terras mais produtivas. Aquelas eram capazes de oferecer o melhor plantio, próximo de fontes de água, que possibilitasse construir residências, constituir o comércio e produzir riquezas. Então a posse de terras se tornou um valor que perdurou até a idade média, como medida de riqueza e poder. Nesse momento surge a primeira força do Estado, que é a formação militar. Baseado na disciplina, submissão absoluta, unidade e violência. As sociedades que se constituíam a partir desse princípio conquistam territórios e expandiram e construíram um legado das relações humanas entre povos. O primeiro deles é a submissão de um povo em forma de escravidão, a segunda é a rígida hierarquia para manter a ordem social através da formação de uma sociedade repressora e forte treinamento militar.



O exemplo mais clássico de sociedade militarizada são os Espartanos. Eles surgiram a partir da invasão do povo Dório às terras de Peloponésio. Essa sociedade era formada por 3 classes: os esparciatas descendentes Dórios que formavam o governo, eram donos das melhores terras, possuíram o comando militar e eram os considerados cidadãos; Os Periécos eram o povo conquistado dessa região que formavam a classe média. Eles eram comerciantes ou trabalhavam na lavoura, não tinha direito a voto mas eram obrigados a pagar impostos; e os hilotas, que eram descendentes dos Mecenas, um povo da região Messênia* que foi escravizada, não havia mobilidade para eles ( ou seja o descendente Merceno nascia e morria escravo) e viviam sob condições sub humanas,sendo caçados como prémio de treinamento.

*Messênia é uma península ao oeste de Esparta, que dava acesso ao mar.



Os espartanos tinham o total controle político, social e econômico além de uma educação em detrimento de formar guerreiros. As mulheres tinham o papel de gerar filhos fortes por isso eram estimuladas a terem um corpo atlético e eram as que comandavam os negócios da família, quando os maridos saíam para guerra, embora não tivessem direito ao voto. O cidadão espartano era criado para amar o estado acima da própria família. Recebia treinamento até serem incorporados ao exército aos 18 anos eram proibidos de trabalhar em qualquer serviço que não fosse militar. Quando adultos recebiam um lote de terra junto com  hilotas, escravizados. Aos 30 podiam votar e após os 40 se podiam se aposentar ou entrar para política.






Mesmo a convivência em uma comunidade, não garantia que não houvesse conflitos. Então desde o direito a propriedade até ao matrimônio e tudo aquilo que impulsionava as ambições como furtos que afetava o comércio, pequenos delitos como briga entre vizinhos até a existência de guerra civil, são fatores que afetavam a estabilidade social e se tornavam motivo de regulamentação. Portanto o desequilíbrio de forças exerceu influência na formação de leis, como é o caso do CÓDIGO DE HAMURABI.

Hamurabi foi o sexto rei da Suméria ( onde hoje é o Iraque), que se uniu ao povo semita para governar a região conhecida como BABILÔNIA. Esse código é o primeiro e mais importante registro de um conjunto de leis para unificar juridicamente uma região. Em um compilado de 282 artigos, oferecendo uma proposta de causa e consequência contemplando causas como direito à propriedade, matrimônio, sucessão parental, lesões corporais, contratos de trabalho, salários e sobre propriedade de escravos. Apesar disso, os delitos cometidos entre senhores e entre senhor / escravos eram tratados de forma diferente. As leis garantiam que o ofendido recebesse a punição com a mesma violência do qual provocou, a não ser que o ofendido fosse o escravo, o que então seria ressarcido através de multa. A proporcionalidade das penas ( no código de Hamurabi) contempla que o ofendido tem o direito a vingança. E nesse contexto a vingança se igualou a justiça e foi institucionalizada. A mais conhecida delas descrita nesse código é a lei do talião:


"Olho por olho, dente por dente."


sábado, 1 de maio de 2021

A arte de governar


Desde de que o ser humano se entende por gente, existe a vontade de lutar pelos próprios interesses. Somos impelidos pelo anseio de alcançar realizações seja na vida pessoal, profissional ou social. Mas para que exerça esse poder sobre a própria vida e destino, é preciso não ignorar a influência de um meio ambiente que nos afeta e nos controla. Hoje somos moderados, teoricamente, pela existência de direitos e deveres que impõem um limite moral para nossos desejos. Digamos que uma pessoa queira profundamente realizar algum propósito específico, que pode ser desde a um objeto de valor, como dinheiro, carreira, uma outra pessoa até a um estilo de vida. Os meios que essa pessoa enxerga para alcançar essas expectativas parte de um fundamento que é intrinsecamente egoísta. Ele pode ofender, enganar, roubar, fingir, imitar, trapacear, invejar, ferir, coagir, ameaçar ou usar a força através de métodos violentos. Esse é você, esse somos todos nós. Demasiadamente humanos e irracionais. A ideia de que existe uma regulação comum para não entremos em um movimento predatório e autodestrutivo é o que nos torna seres sociáveis. Capazes de viver em conjunto e perdurar como espécie. É o que chamamos de sociedade. Mas não nascemos com um código de conduta, fomos moldados pelo tempo. Durante gerações, vivemos nossa humanidade, aprimorando nossa influência seja pelo poder ou pela força. E criamos a tendência de nos aproximar ou submeter daqueles que nos ensinam a sobreviver ou cuidam para que o interesse individual não sobreponha o interesse comum. 



Imagine que no tempo das cavernas, para sobreviver era preciso caçar junto. No entanto, para que todos cooperassem seria preciso dividir a comida igualmente. Haviam aqueles que sabiam onde procurar a caça, uns que sabiam preparar a isca, outros que sabiam como cortar e assim se formavam os lideres. Essas pessoas começaram a exercer PODER com voz de comando que prontamente obedecido no seu grupo, por questões de sobrevivência. Mas, suponhamos que esse líder não queira dividir o alimento, com um outro que não pode caçar, por estar doente. Ou, que convence o grupo contra um que eventualmente possa ser substituído. Esse comandante passa a exercer a sua autoridade e influência para fins pessoais por intimidação ou ameaça para perpetuar seu domínio sobre o outro. 


 Por outro lado se esse líder aspirante fosse o mestre das armas manipulando metais pra fazer a caça ser mais produtiva e usasse isso para coagir o líder a renunciar, prevaleceria pela FORÇA. Quando o embate de forças entra em desequilíbrio, um grupo ou indivíduo é obrigado a agir contra seus próprios interesses. Digamos que esse líder aspirante queira ficar o melhor e o maior pedaço da caça, enquanto os outros teriam que aceitar uma porção menor. O constrangimento e o medo da violência os obrigaria a aceitar menos privilégios. 




Assim a política exerce um papel importante de governar cidades em prol de um interesse comum. Ao adquirir a capacidade de gerar mobilização social concentram poder e força em equilíbrio para administrar os interesses comuns e os interesses pessoais individuais, criando um ambiente propício para a boa convivência. Só que, se usado indevidamente, esse poder e a força podem servir de palco para estabelecer relações hierárquicas de dominação. O homem é influenciado pelo seu meio. Não apenas no aspecto da personalidade, também no que é limitado a realizar. A política transforma o indivíduo em cidadão, o obrigando a pensar no coletivo. Você conhece seus anseios pessoais, mas em que mundo você prefere viver?

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A imprensa e o seu papel como o 4º poder




Sabemos que a televisão teve uma acensão ambiciosa ao longo dos seus 50 anos de existência e se posicionou politicamente de acordo com os interesses que lhe coube , para exercer o maior alcance de influência possível. De acordo com seu histórico de vida e de uso, podemos identificar que na sua passagem,esse meio de comunicação fortaleceu e destruiu processos democráticos, pra não dizer das vezes que elegeu lideres ditadores ou religiosos.

Foi o que aconteceu em regimes fascistas, nos processos de catequização moderna, nas campanhas ditatoriais pela América latina e da própria soberania e supremacia americana. Sabemos que os regimes totalitaristas usam a mídia para gerar informações que causam contentamento e alineação.

na Alemanha a imprensa foi usada como ferramenta antissemitistas , as propagandas publicitárias tinham uma forte conotação política sugerindo o socialismo como ferramenta que promovia a recuperação da economia nacional. Hoje dia os discursos de extrema direita, são considerados ofensivos e proibidos na região.



Na América do norte ,no período da segunda guerra,a comunicação, incentivava as mulheres a uma ascensão ao trabalho ,com o objetivo de manter a economia. O que não acontece hoje em dia,que a misoginia tem um grande peso e é aplicada e distribuída como uma atitude aceitável. Ainda nos Estados Unidos , é importante observar mediante um discurso político que direciona todo a comunicação do país, para o incentivo do nacionalismo, do poder bélico, da supremacia, além de resquícios da polarização da guerra fria. Assim, ações intervencionistas são encaixadas como sendo parte do papel heroico e protecionista do povo americano. A comunicação politica também é muito clara. Mediante posicionamento partidário, os programas de tvs e jornalismo assumem uma posição democrata ou republicana, voltando seu discurso para o jogo político, mais do que as propostas em si. Liberdade de imprensa nesse lugar, pode ser considerado muito relativo, porque ao mesmo tempo em quem a circulação de informação, é considerada investigação, a vida privada tem um grande peso ,com a tendência de eleger derrubar um presidente a partir de uma ofensa de cunho pessoal. Assim a yellow press, (ou imprensa marrom) tem um protagonismo maior que sufoca todas as discussões em detrimento do poder político de um conjunto de lobistas afim de encobertar os problemas gerados pelo neoliberalismo.



Já em países como a Rússia, que não adere o capitalismo como modelo econômico, estão inclinados a ter a comunicação extremamente fechada para o mundo. Um regime totalitarista é uma solução usada para conter a adesão popular ao capitalismo. Então a imprensa é extremamente regulamentada para que a imagem país esteja em extrema ordem, em relação ao mundo ou exercendo um discurso fiscalizador para manter a lei.

Se até a imparcialidade há limitações, atribuída aquela visão romantizada do posicionamento e da função de perpetuar discursos para assumir função de utilidade pública, além da informação, na prática esse é um setor extremamente organizado para alinhar o seu discurso com planos de poder estabelecidos por partidos ou governos que aderem e propagam o capitalismo, o neo-liberalismo, as ditaduras ou modelos anti-capitalistas. Nem por isso deixam de ter um papel importante, uma vez que à partir da sua origem é possível ter clareza sobre a interpretação da mensagem.



A distribuição da informação é feita por agências como a Reuters, focada em investigações financeiras e geopolíticas sobre o mundo ; 

a American press dedicada a contar da perspectiva americana bem enquadrada política e economicamente no American way of life e sua visão de mundo; 

 A italiana ANSA e Agence France Press/AFP que conta com a perspectiva europeia que oscila entre a visão conservadora e uma versão mais progressista do ponto de vista europeu;

 E então temos as agência asiáticas como a Jewish Telegraphic agency (correspondente do departamento do governo judeu) e a mais importante delas ,Aljazeera.


Por fim as representantes da esquerda e independente organizada: Russia Today, Telesul, EFE, Prensa latina, Wikileaks, Reporters san frontier.


E qual a medida devemos dar a isso? Há alguns fatores a se considerar quando se constrói a missão da empresa com fins de comunicação. A variedade fontes torna o jornalismo mais plural e dinâmico e com a capacidade de promover debates produtivos à partir de procedência diversas. Acima de tudo, a informação é diamante bruto que deve ser lapidada e não apenas reproduzida.Em primeiro lugar preciso analisar o meio em que essa comunicação está inserida. Avaliando o Brasil, existe uma estrutura social onde dois grupos originários de dois grandes partidos políticos que revesavam no poder, uma burguesia sempre em estado emergente e as grandes massas. O que resta agora é saber o caminho a seguir.

terça-feira, 19 de maio de 2020

O público e a função da comunicação no Brasil









Objeto da comunicação é informar sobre os 3 aspectos sociais que mais afetam a vida em sociedade, são eles a política, a economia e a cultura. Nesse contexto é preciso considerar que o país no qual está inserido exerce em seu âmbito maior, influência nesses objetivos que são: a união do seu povo (não necessariamente pelo viés nacionalista); a proteção do seu território, recursos incluindo sua capacidade produtiva; e a segurança jurídica de estabelecer a ordem necessária para o desenvolvimento do país. Essas são as funções do Estado e não de partidos políticos que assumem o poder transitoriamente. Ou seja , uma comunicação que está comprometida com o seu país, significa que ela adota princípios apartidários ou assume um posicionamento baseado em princípios que mantenham esses objetivos.

No âmbito econômico e cultural é muito importante que a população esteja informada e consciente de qual é o seu papel como cidadão. Para que as pessoas possam agir de forma a resolver conflitos e organizar a vida em sociedade. Por outro lado o fator político vem de uma progressão atemporal e de um período anterior ao que a população vive hoje. Ou seja, a realidade atual está cheia de vícios de uma má construção do passado. E qual é a conjuntura política do Brasil?

Bem, o Brasil, antes de se tornar país, pertencia a Portugal ou seja, era colônia de Portugal. Isso significa que o país foi loteado para que grandes proprietários de terra portugueses pudessem explorar as riquezas do país e vender onde essa produção era rara em países europeus. E em torno disso surgiram as primeiras comunidades de cidadãos conservadores que estavam submissos aos modelos econômicos exploratórios de desenvolvimento. Que são: pessoas ricas são os grande proprietários de terras, que se utilizam de formas de barateamento do custo da produção através da escravidão e que são subordinados à monarquia ( ou seja um rei, soberano que governa o seu estado e suas colônias).


Em um determinado momento, a escravidão e os modelos de monarquia começaram a ser questionados porque não geravam consumidores, começou a se tornar economicamente inviável, além pouca mobilidade social, concentrando o poder como um direito pertencente a uma classe. Esse seria um momento de reparação histórica que o Brasil rompeu sem resgatar os negros da condição de escravos em detrimento de incentivar a imigração de trabalhadores europeus para substitui-los. E assim surgiram os títulos de nobreza no país. Os trabalhadores rurais europeus, faziam o mesmo trabalho , com a possibilidade de mobilidade social que eram garantidos pela compra e recebimento de um título ( conde, duque, marquês, visconde, barão) que davam garantias de circular no meio da alta sociedade ,arrendar ou até comprar terras, fazer negócios. Como produto de um modelo contra a escravidão, essa é a formação dos liberais brasileiros. Muitos imigrantes vieram da pobreza de outros países ganharam nome e prestígio e defendiam o liberalismo econômico. 

Les miserables
Essa também é a origem dos bairristas, grupos sociais divididos por identificação de nacionalidade que mantiveram algum estilo nacionalista da sua origem, agregou culturalmente, mas também disputavam uns com os outros por espaço e terras. Quando o Brasil se tornou um país presidencialista,esses dois grupos de liberais e conservadores começaram a se revezar no poder. O período histórico foi chamado de café com leite. No momento em que esses grupos começaram a se desentender ,que a disputa de poder culminou numa ditadura.

O Brasil é composto de uma estrutura sociopolítica onde é composta pelos os grandes produtores produtores e monopólios que exploram e extraem a matéria prima para transformar em bens de consumo, a classe média que em sua maioria está inclinada no desenvolvimento do comércio e uma classe que é negada a participação social e que é atribuída o trabalho manual ( que é o uso da força para trabalhos mecânicos, a negação do acesso ao conhecimento e a imobilidade social). É isso que queremos para o nosso país? É um caso a se pensar. Uma vez que essa estrutura deixa de ser economicamente viável , é possível caminhar para uma direção em que o país exerça uma influência maior através da sua soberania , do que de interesses individuais de partidos. A informação é um meio fundamental para que a cidadania se faça presente, sem extremismos, mas consciente de que um futuro melhor é possível.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

A qualidade do trabalho em um futuro possível











Uma vez que a comunidade da tecnologia, se organiza, para participar de forma ativa das soluções para os desafios que a sociedade oferece,não só o trabalho, mas também outros campos da ciência adquirem novos significados. Porque não adianta focar no desenvolvimento tecnológico sem aliar o conhecimento a outros ramos da ciência. Como um movimento que nasceu da guerra, isso trás consigo para a sociedade civil, a mesma teoria com viés mercadológico de guerra, que são a constante vigilância, a constante necessidade de geração e consumo de informação, a automação de disparo usados não só na linha de montagem mas também em sistemas de sensores de segurança ou para compras e mecanismos de proteção e segurança.

E para isso , toda comunidade mercadológica se organizar pra criar um ambiente propício para que essas ferramentas se transformem em commodities. Ao assumir esse princípio, os grandes monopólios tendem a subutilizar e rejeitar conceitos como a ciência política, humanas e a biologia para se sobrepor como mercado. E uma vez estabelecidos parâmetros de estudo, de forma que seu desenvolvimento não seja vista como ameaça ao setor, mas como a possibilidade de desenvolver uma sociedade organizada, é possível direcionar a tecnologia de modo que não haja competição com o trabalho.

 A partir daí, os governos exercem a sua função que é regulamentar o mercado, para incentivar tecnologias que contribuem para geração de emprego.


Uma possibilidade seria incentivar o crescimento de monopólios cujo a sua expansão tem a capacidade de gerar empregos equivalentes. Por exemplo, todo monopólio trabalha com a expectativa de consumidor que deseja alcançar para estabelecer seus negócios. Em uma concorrência perfeita, se duas empresas do mesmo setor ocupassem a mesma região, cada uma teria 50% do mercado. Mas não é assim que funciona no capitalismo. E as variáveis de consumo passam desde o preço do produto, o custo da matéria prima até o custo da mão de obra. E é aqui que a robótica e a automação começam a competir com o trabalho.

Para melhorar o seu desempenho , as empresas precisam buscar soluções. E uma alternativa através da regulamentação do estado, é o barateamento do custo do empregado. É preciso gerar um sistema de compensação eficiente para que o modelo de geração de emprego funcione, sem afetar a qualidade e as garantias do trabalhador. Através do gerenciamento dos incentivos fiscais (impostos) , é possível negociar uma nova variável de demanda , como a diminuição dos turnos de trabalho ( para gerar mais empregos) , mantendo garantias dobrando o valor a hora trabalhada e incentivos a tecnologia aliadas ao trabalho, e não substitutas. Aplicando incentivos direcionados, cuidando que esse variante não seja um fator inflacionário.

Mas isso não basta. É preciso repensar trabalho na sua função e ofício. O tipo de atividade podem ser divididas em três áreas de atuação. O setor primário, que garante o fornecimento de matéria prima, como agricultura e mineração; o setor secundário representado pelas indústrias e o setor terciário de comércio e serviços. A robótica já é uma realidade nos setores primário e secundário preenchendo o lugar da mão de obra operacional e o que requer a força física. Hoje , essa realidade já se faz presente no setor terciário, com a substituição de processo de atendimento, por serviço de automação.


O que pode ser entendido, é que o trabalho braçal e manual é o que vem sendo substituído pelas máquinas e ainda que tenha dominado 2/3 da área de atuação, não tem como prevalecer no setor de serviços. Mas esse último setor comporta a demanda de geração de emprego? A resposta é não. Considerando que o trabalho é uma atividade essencial para sobrevivência e manutenção da qualidade de vida, o problema de má distribuição de renda é intensificado. A educação, apesar de ser fundamental, não vai resolver a vala que se cria entre a pobreza e a riqueza, intensificando a distância entres as classes.

 Sem contar o quanto isso afeta a demanda de consumo. O ofício em si, que empregam as tarefas braçais e manuais precisam de um substituto que absorva esse contingente de pessoas, não só pela manutenção de classes, mas também pela manutenção do estado. Enquanto isso, funções que tenham o trabalho intelectual exercendo o conhecimento teórico e científico, seguem incólume. Até o dia em que essa diferença atingir o colapso.


O que a tecnologia representa em nossas vidas?







Uma vez que a tecnologia e a ciência , já fazem parte do nosso convívio, cabe a nós dizer que posição ocupará em nossas vidas. Existem maneiras, de forma pacífica ,para trilhar esse caminho sem que ocupe na sociedade o espaço além do que lhe cabe. Isso começa através da própria comunidade cientifica, direcionando seus esforços para contribuições mais cooperativas. A medida que a tecnologia foi se desenvolvendo, até se transformar em commodities, percorreu o caminho da comunicação, artefatos de produção armamentística , para depois explorar a logística industrial e influencia toda comunidade gamer com jogos de simulação de guerra e aventura sociais.

Hoje a tecnologia explora a inteligência artificial e a capacidade de resolver problema complexos com algorítimos, a substituição do trabalho humano como força tarefa, a otimização da vigilância, a mecanização dos processos de compra e automação por commodities, como celulares e carros que andam sozinhos.

Mas para quê serve tudo isso? A maioria das soluções mantêm o seu foco para alimentar anseios da elite. Ou seja , até aqui não há a preocupação em garantir uma integração social com as máquinas, apenas substituir a presença humana. Se por um lado resolve o problema logístico para grandes monopólios, por outro lado provocam um certo colapso na relação do indivíduo com o trabalho. A capacidade de tomar decisões podem ser substituídas por máquinas? Atribuir personificação sentimental dá um caráter humano e substitui a função do criado. Uma necessidade típica de um grupo elitista.

O uso de máquinas no trabalho é um capítulo a parte. Ela pode substituir uma cadeia inteira de processos, o que é excelente para a produção, com menos custos de mão-de-obra e aumento dos lucros dos monopólios, mas deixa um vazio para a classe de trabalhadores que perdem a função nesse espaço, diminuindo drasticamente a capacidade do setor de gerar emprego,no ramo industrial.




Já a vigilância, ganha um caráter mercadológico, através de táticas de guerra para promover o controle social típico dos estados neoliberalistas. Aumentando e difundindo esse poder na mão de poucos.




E por fim a mecanização dos processos de compra com menos intermediário direto de vendedor afetando a geração de emprego no setor de serviços e a automação de pequenos processos diários como streaming de músicas, aplicativos , como forma de inovar em setores e serviços que entraram em declínio, para manutenção e criação de novos mercados.

A renovação necessária na era da tecnologia









Como as novas tecnologias podem estar voltadas à inovações necessária?  Basta que a comunidade científica se dedique, sem restrições políticas, aos desafios da sociedade moderna. Existem pelo menos alguns problemas dos quais a comunidade científica pode direcionar seus esforços.

A primeira delas, é a biotecnologia. Hoje ela está voltada na produção de alimento em larga escala, a conservação, os produtos geneticamente modificados que também são fontes de reação duvidosa pelo organismo humano. Afim de atender a demanda mercadológica.


 Ao mesmo tempo , deixa de lado a construção das micro cadeias alimentares. Ambientes, urbanos, rurais, áreas preservadas constantemente entram em conflito devido ao aumento da população, entre outros fatores. O ser humano não tem uma visão clara de como seu desenvolvimento, afeta os outros. E nem como esses outros espaços afetam a nossa sobrevivência. O homem é capaz de recriar estruturas urbanas em outros ambientes, paisagens que tem como objetivo referência estética,de progresso e longevidade, transportar bacias de água para criar represas e projetos de irrigação ,buscar metais preciosos. Mas são soluções que trabalham com que já existe, o homem não cria nada. Modifica o seu entorno e interfere nos ecossistemas, produzindo ilhas de calor, provocando extinção de espécies, diminuindo áreas vegetação nativa, alterando processos geológicos que ocorreriam em milhões de anos, alterando ciclos chuvas, provocando desertificações e a altera a perpetuação de cadeias alimentares, seja animal ou vegetal. Diante dos desafios de crescimento populacional, como é possível manter os ambientes rurais, urbanos e ecossistemas em equilíbrio?

Há ainda questões a serem resolvidas como,por exemplo, os efeitos nocivos causados pela indústria tipo, a poluição, produção de lixo, o descarte típico da depreciação do produto ao longo dos anos e a reciclagem. De forma que a industria consiga controlar todo o processo de uso, ao invés de se limitar até o momento da compra do produto.


Por fim temos a relação do homem com as novas tecnologias. A máquina não gera emprego, retira. Então é preciso pensar como inserir a máquina no contexto do trabalho. Para isso é preciso ter a percepção da divisão entre os operacionais e técnicos; os de operações genuinamente táticas e os cargos estratégicos. E a melhor das hipóteses , seria projetar a força e a capacidade de produção na máquina, sem deixar que a capacidade técnica humana seja substituída. E aqui cabe uma discussão mais aprofundada sobre o futuro do trabalho.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

O fim do trabalho



Para saber sobre a qualidade de vida em um país, um dos indicadores mais importantes é a relação com o trabalho. Isso influencia outras variáveis como os índices de pobreza, educação e até o de violência. Mas há que se considerar os indicadores que influenciam a própria capacidade de gerar empregos. Entre eles estão o desenvolvimento saudável do agronegócio, indústria e comércio.

Mas, se com a revolução industrial, a produção em massa gerou uma necessidade de mão-de-obra extensiva, esse processo também buscou formas de baratear custos através da mecanização. E isso iniciou a terceira revolução industrial, do qual chamamos a modernização pela robótica, biotecnologia, estudo da genética humana,eletroeletrônica e informática.
 
A partir da década de 50 , a corrida por tecnologia bélica, durante a guerra fria e a eminência da segunda guerra, promoveu o desenvolvimento de equipamentos de disseminação de informação, como a internet e as variedades de softwares. A televisão por exemplo, se estabeleceu, ao longo de pelo menos 50 anos, como uma das maiores fontes de poder ligado à política e ao entretenimento. Com essa inovação , o high tech se voltou para o mercado através de construção de soluções para indústria e como uma nova forma de commodities (celulares e etc). E então surgiu a robótica.


A robótica veio a princípio para facilitar a produção em massa e a medida que progride vem ocupado o papel de funções manuais através de tarefas mecânicas. E assim tem dominado o agronegócio a indústria e o comércio através de commodities. Para extensas áreas de lavouras, a biotecnologia oferece recursos de plantio, manutenção e colheira, enquanto que no comércio a tendência são atendimentos eletrônicos e informatizados realizado por aplicativos de comando, chamado de assistentes virtuais.

 
Mas , o que por um lado, causa um barateamento da produção e teoricamente do valor final do produto ( aquele preço que chega nas prateleiras dos supermercados) ,também é responsável por um déficit na geração de emprego e de renda. E assim,o aumento da produção e desenvolvimento da indústria deixa de ser indicadores de contração. Interferindo regionalmente, na qualidade de vida local, somente quanto ao pagamento de imposto ao governo, pelo uso do solo. Uma vez que o intuito de políticas públicas de atrair monopólios com incentivos fiscais e até isenção de imposto é gerar mais empregos para garantir mais qualidade de vida à população, esse objetivo não se torna alcançável.

Aqui vemos claramente como uma gestão neoliberalista do estado tem uma forte tendência de proteger mercados e o setor privado ao invés de concertá-lo. Quando a função do governo é comprometida com uma gestão político-administrativa , sua função impede naturalmente o desagregamento da qualidade das relações que mantem a sociedade e também sustentam a própria existência do Estado.



E uma das formas de conciliar esse problema crescente dos novos tempos, seria aliar o crescimento dos monopólios através da capacidade que sua expansão tem de gerar empregos. Essa variável seria capaz de baratear o custo do vínculo empregatício (ou outro encargo que desafogue esse) à medida que sua capacidade produção atingisse uma larga curva de demanda. Assim o emprego deixaria de onerar de forma significativa o custo de produção. Ao mesmo tempo mantendo a qualidade dos salários ocasionando tempo e recurso para desenvolver sistema que tenha a capacidade de consumir acima da linha da sobrevivência. Enquanto a robótica seria forçada a desenvolver à partir de um princípio que gere mais empregos,auxiliando a produção. E não apenas substituindo.