quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sexo - Na prática a teoria é outra







Você já parou pra pensar o que motivam as pessoas a transar ? O prazer do gozo, é claro! Mas o que faz o sexo ser mais importante do que qualquer outra forma de prazer ? Porque gozar tem tanto valor? Como pode algumas horas, minutos, segundos de prazer ser o motivo de tanta discórdia?

Brigamos muito por sexo. Pela presença, pela ausência, pelo o que é certo, pelo direito de praticar da forma que se quer. Mas toda discussão passa por duas maneiras antagônicas de interpretar um relacionamento. E de uma única idéia. A de pertencer. O ciúme, por exemplo, qualquer atitude motivada por ele, parte da idéia de preservar o que é “meu”. Talvez a monogamia seja a representação máxima dessa bandeira que prega a responsabilidade que um deve ter com o outro. Nesse caso, nenhuma decisão pode ser baseada em necessidades individuais. Parte da sociedade que absorveu esse conceito, o deturpou aplicando como uma forma de reger regras de poder e submissão na relação entre homem mantem o controle das decisões enquanto a mulher apenas se submete.



Por outro lado, a outra bandeira está representada por uma postura individualista. Liberdade significa que afetar outra pessoa não é critério para limitar as ‘minhas’ ações. A verdade é que ser individualista é uma tendência que se aplica em vários âmbitos e que por fim modificou também o comportamento no casamento, no namoro e no sexo. Por exemplo, o motivo que leva uma pessoa a procurar por sexo não é a satisfação do outro, mas a sua própria. A falta de compromisso dispensa a responsabilidade. E a renúncia devida as escolhas da vida à dois é pouco valorizada porque é vista como submissão. Quanto ‘eu’ sou o foco, a ‘minha’ tendência é agir de forma egoísta. O que também pode dá margem a uma série de questionamentos perigosos, muito aplicada diante de situações que visam o prazer imediato. 







Se uma pessoa se sente ferida com a ‘minha’ postura, o problema está nela e não em ‘mim’. Diante disso o questionamento recorrente é: qual o problema em trair pra curtir o momento e se deixar levar pelo desejo? O extremo aqui se aplica à medida que uma pessoa perde a consciência do quanto sua atitude afeta os outros. O que não se resume apenas à traição. O envolvimento sexual, por mais que se distancie desse objetivo, sempre vai deixar um legado. Bom ou ruim. Sempre é bom ter experiência, mas o que pode deixar um legado ruim só vai ser perceptível a longo prazo.




Por muito tempo a liberdade sexual foi um direito masculino e que agora tem sido conquistado pelas mulheres. Só que na prática o sexo para o homem e para a mulher tem significados absolutamente diferentes.