quarta-feira, 31 de outubro de 2012

The Voice - Brasil



Música não tem rosto. Basta fechar os olhos e se deixar ser tocado pelo conjunto de voz e melodia. E as nuances de uma canção, não precisam de performance. E é a isso que se propõe o The Voice, que ao contrário de outros realitys musicais, não está em busca de artistas completos. Os técnicos tem como missão prepará-los para uma batalha musical que acontece através de uma parceria com o próprio adversário. Ou seja para vencer, você não tem que se sobressair ao outro, mas consegui harmonizar o tom de voz à outra voz, ter o time de explorar seu próprio talento e de recuar, além de saber usar a técnica para dar uma versão nova tão boa quanto ou que supere a original.

Mas acompanhado o The Voice Brasil, ainda é notável perceber o vício que os próprios cantores tem em tentar convencer o público alcançando as maiores notas. Às vezes a suavidade conquista mais. E a escolha da música influência bastante, podendo favorecer ou não um cantor.

E por falar em escolha da música, está aí uma coisa que cai freqüentemente no senso comum. Digamos que conquistar o público com uma canção que está no Top das mais tocadas, já é um atalho para o sucesso por ser naturalmente aceita. Mas acerta mais quem consegue escolher uma música que tenha o timbre próximo ao do intérprete, para a partir daí dar uma roupagem própria à música. Chamem de técnica , feeling ou o que for. O fato é que o momento certo de segurar a voz em uma palavra, o tempo da respiração ,saber dosar o tom ou inverter uma nota ,que normalmente é  alta, e colocá-la lá em baixo pode deixar a interpretação levemente surpreendente. Como fizeram a Carol Marques e a Dani Mountori com Rolling in the deep aqui. 

Quem conhece a Adele desde o álbum 19 sabem que existem outras pérolas além das popularizadas. First love, One and only , Lovesong   são músicas deliciosas que poderiam ser facilmente usadas. Mas essa versão de rolling in a deep assim como Killing me sofly escaparam ilesas do clichê. As duas deveriam ter ficado, pela perfeição da interpretação.

Carlinhos,Claudia,Daniel e Lulu












Os técnicos brasileiros terão muito trabalho pela frente. Mas como tem olhares diferentes terão problemas diferentes.


Lulu Santos,o experiente: É o que tem olhar mais profissional de todos. Ele tem um talento nato de empresário musical e isso é claramente mais forte do que o feelling.

Carlinhos Brown,o criativo: Se tem uma coisa que Carlinhos sabe fazer, é produzir. Um maestro da música que sabe trabalhar o ouro que tem nas mãos. O desafio e o risco combinam bem com ele. A dificuldade em escolher vai ser mais pela combinação perfeita que faz, do que pelo talento da interprete.

Claudia leite,toda coração: Ela sim age pela emoção. Mas isso a deixa insegura pra tomar decisões e precisando da ajuda para gerir seus talentos. Mas confiar em Lulu santos que age mais como jogador do que como fã pode não ser uma boa idéia. Ele sempre opina baseado nos objetivos próprios que quer alcançar. Mas ter o Ed Motta como ajudante é ter uma experiência multiplicada por mil.

Daniel,o cuidadoso:  Ao que parece está tentando fugir do clichê do country nas suas escolhas ,preferindo formar a equipe com muitos talentos mas pouca audácia, característica do Carlinhos, apostando no tradicional.

fonte:  thevoicebr