terça-feira, 19 de maio de 2020

O público e a função da comunicação no Brasil









Objeto da comunicação é informar sobre os 3 aspectos sociais que mais afetam a vida em sociedade, são eles a política, a economia e a cultura. Nesse contexto é preciso considerar que o país no qual está inserido exerce em seu âmbito maior, influência nesses objetivos que são: a união do seu povo (não necessariamente pelo viés nacionalista); a proteção do seu território, recursos incluindo sua capacidade produtiva; e a segurança jurídica de estabelecer a ordem necessária para o desenvolvimento do país. Essas são as funções do Estado e não de partidos políticos que assumem o poder transitoriamente. Ou seja , uma comunicação que está comprometida com o seu país, significa que ela adota princípios apartidários ou assume um posicionamento baseado em princípios que mantenham esses objetivos.

No âmbito econômico e cultural é muito importante que a população esteja informada e consciente de qual é o seu papel como cidadão. Para que as pessoas possam agir de forma a resolver conflitos e organizar a vida em sociedade. Por outro lado o fator político vem de uma progressão atemporal e de um período anterior ao que a população vive hoje. Ou seja, a realidade atual está cheia de vícios de uma má construção do passado. E qual é a conjuntura política do Brasil?

Bem, o Brasil, antes de se tornar país, pertencia a Portugal ou seja, era colônia de Portugal. Isso significa que o país foi loteado para que grandes proprietários de terra portugueses pudessem explorar as riquezas do país e vender onde essa produção era rara em países europeus. E em torno disso surgiram as primeiras comunidades de cidadãos conservadores que estavam submissos aos modelos econômicos exploratórios de desenvolvimento. Que são: pessoas ricas são os grande proprietários de terras, que se utilizam de formas de barateamento do custo da produção através da escravidão e que são subordinados à monarquia ( ou seja um rei, soberano que governa o seu estado e suas colônias).


Em um determinado momento, a escravidão e os modelos de monarquia começaram a ser questionados porque não geravam consumidores, começou a se tornar economicamente inviável, além pouca mobilidade social, concentrando o poder como um direito pertencente a uma classe. Esse seria um momento de reparação histórica que o Brasil rompeu sem resgatar os negros da condição de escravos em detrimento de incentivar a imigração de trabalhadores europeus para substitui-los. E assim surgiram os títulos de nobreza no país. Os trabalhadores rurais europeus, faziam o mesmo trabalho , com a possibilidade de mobilidade social que eram garantidos pela compra e recebimento de um título ( conde, duque, marquês, visconde, barão) que davam garantias de circular no meio da alta sociedade ,arrendar ou até comprar terras, fazer negócios. Como produto de um modelo contra a escravidão, essa é a formação dos liberais brasileiros. Muitos imigrantes vieram da pobreza de outros países ganharam nome e prestígio e defendiam o liberalismo econômico. 

Les miserables
Essa também é a origem dos bairristas, grupos sociais divididos por identificação de nacionalidade que mantiveram algum estilo nacionalista da sua origem, agregou culturalmente, mas também disputavam uns com os outros por espaço e terras. Quando o Brasil se tornou um país presidencialista,esses dois grupos de liberais e conservadores começaram a se revezar no poder. O período histórico foi chamado de café com leite. No momento em que esses grupos começaram a se desentender ,que a disputa de poder culminou numa ditadura.

O Brasil é composto de uma estrutura sociopolítica onde é composta pelos os grandes produtores produtores e monopólios que exploram e extraem a matéria prima para transformar em bens de consumo, a classe média que em sua maioria está inclinada no desenvolvimento do comércio e uma classe que é negada a participação social e que é atribuída o trabalho manual ( que é o uso da força para trabalhos mecânicos, a negação do acesso ao conhecimento e a imobilidade social). É isso que queremos para o nosso país? É um caso a se pensar. Uma vez que essa estrutura deixa de ser economicamente viável , é possível caminhar para uma direção em que o país exerça uma influência maior através da sua soberania , do que de interesses individuais de partidos. A informação é um meio fundamental para que a cidadania se faça presente, sem extremismos, mas consciente de que um futuro melhor é possível.