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terça-feira, 5 de agosto de 2025

INSTINTO MATERNO - PARTE 6



Estabelecida, em outra empresa Joana encontrou Mayara. Quando ela soube da origem de Joana, sua expressão facial gelou. A lembrança daquele dia ainda estava em sua memória. E então confessou em sua presença: " Logo após o falar como recrutador, que me garantiu que estava aprovada, ele me direcionou a sala do diretor, para questionar sobre a comissão de representação interna de valorização da mulher, do qual é formada por 6 homens, incluindo o diretor.." 

continuou


"..O que a princípio foi recebido como alegria e sensação se segurança, por ser uma causa que gostaria de se engajar, na verdade pareceu uma forma terrível de controlar parte da minha vida que eu não estava disposta a dividir socialmente. Minhas decisões pessoais seriam sacrificadas em detrimento de servir um parâmetro que ignora as minhas vontades. O que uns interpretam como liberdade, para outros é degradante a própria condição ter normas por ser mulher. Sugerir que se fosse contratada, poderia me dedicar a mudar as coisas. Ele  riu, dizendo: - " hahahaha ! Mudar pra quê" e completou: " eu entendo que o que você sente é medo, mas todo mundo faz isso, se você não aprender aqui, não aprenderá em nenhum lugar." - e completou  ".. Senti desgosto quando ele sugeriu: - você tem bons precedentes, vou pedir a secretária para que você tenha um jantar com o diretor para você aprender e se acostumar, como todo mundo faz." - Ele andou em direção a porta e estava com a chave na mão. Em um impulso, desistir do emprego e sair correndo , chorando. O sonho da minha carreira tinha desmoronado naquele dia.


Comovida, Joana , que era experiente, resolveu ajudar. Na nova empresa, ensinou tudo o que sabia a ela. E, inclusive, como se desviar do clube do bolinha. Também criaram um departamento para treinamento e regulação da atividade voltado para proteger a mulher no mercado de trabalho exercendo novos papeis sociais, baseado na experiência que tiveram. Joana naquele espaço, se sentia  feliz e realizada. Pronta para o próximo passo.


Luana , agora, caminhava os seus antigos passos, desolada. Descalça. Por onde ia suas lágrimas não secavam.


Instinto materno na mulher adulta: reflexões sobre afeto, identidade e liberdade de escolha.
Instinto materno na mulher adulta, escolha consciente, afeto feminino, autonomia emocional, maternidade sem imposição, identidade da mulher latina, vínculo materno voluntário, reflexión sobre ser madre, identidad femenina, elección libre de maternidad, afecto y autonomía, mujer adulta en América Latina.

domingo, 22 de junho de 2025

Insinto materno - parte 5


 Joana, que era mãe e sabia ser multitarefa , já tinha uma rotina como mãe e como profissional. Separava as funções como ninguém. Ela sabia o que queria ser para sua família e o que queria ser para a sociedade.   E como aproveitar suas habilidades para administrar tudo isso. A última coisa que ela sentia, era medo. Tinha plena consciência que aquele molde não seria capaz de prover tudo o que queria ser e realizar. O estopim para a decisão de sair da empresa, ocorreu após ouvir reclamações de que ela não se adequava aos padrões da empresa. Ao mesmo tempo, a sua imagem poderia ser vinculada as práticas da organização. Joana e Luana tomaram essa decisão. 


Enquanto para Joana foi o início de uma nova oportunidade, para Luana, já era tarde. Foi o início do medo. Em suas mãos não tinham mais nada. Todo o seu tempo foi gasto em disputas por prêmios, que não acrescentaram experiências profissionais o suficiente  para continuar essa carreira. Porque, pelo esquema, tudo ficava a cargo de Joana.  O modo pela qual ela seria tratada daqui pra frente, já estava determinado pelo mercado. 


A divisão entre a vida pessoal e a profissional estava quebrada. A ideia de escalar pelo caminho mais fácil, se tornou um prisão que a limitou a um estereótipo. O inferno eram os outros.   A forma de falar, a forma de tratar, as coerções, os pequenos 'favores', as chantagens emocionais que cresciam em proporções até se transformar em ameaça e violências. Pensando ,agora, em voz alta se perguntou aonde estava a liberdade de fazer o que queria com a própria vida, com a própria e voz e com o próprio corpo? Se transformou em poeira, no pagamento do suborno ; na piada do assédio ; na justiça do juiz feito com o palco montado com justificativa deles, por eles, para eles, as "vítimas' da crueldade e da trapaça de uma mulher  que não mais merecia ser sua musa e por isso deveria perder tudo e sofrer ; na qualidade dos seus relacionamentos afetados pela rejeição ; na falta de profissionalismo, de limites, das pequenas ambições, do super foco em coisas que não tem a menor importância. Era isso mesmo que Luana queria ser? Era alí mesmo que Luana queria estar? Era por isso que estava lutando? Era isso que era ser livre?



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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Instinto Materno - Parte 4


 Seu trabalho era intermediar briefing de clientes e convencê-los a se manter na empresa. Para isso, naquele contexto, um toque de artimanhas femininas era fundamental. O que incluía cuida de todas as necessidades e carências, que algumas vezes ultrapassava o limite profissional.  Desde receber prêmio da mão de representantes da empresa, considerando jantares para assinatura de contratos e acompanhamento dirigindo Escort, em alguns casos. E o apego do cliente era tão grande que eles queriam relacionamento. A vida profissional e pessoal se misturavam um pouco dentro do ambiente da empresa também. Já que relacionamento dentro da recinto eram permitidos, logo, premiações também tinham influência daqueles que mais faziam favores. Seja por participar de brainstorms do chefe, dos quais eles assumiam toda a autoria , até testes de ' precaução ' pra avaliar gostos e modelos de segurança. O trabalho ficava de lado quando o assunto era competir. E os homens adoravam manter a disputa por sua atenção. Enquanto as mulheres da empresa se mantivesse dedicadas, os homens a tratavam como deusas.  


Todas cediam as facilidades, menos Joana. Ela era de uma contratação mais antiga de quando uma mulher comandava o negócio da agência , antes de vender sua parte ao mudar de ramo e ocupar o cargo senior em um banco estadual. E no seu contrato de trabalho, essas cláusulas eram proibidas, a época, isso a mantinha em segurança. Joana sentia falta da antiga gestão, mas o salário era bom, tinha um filho pra cuidar e melhores oportunidades não tinha surgido. Ela observava tudo em silêncio e cara fechada. Para evitar oportunismos. Era a última a sair, nunca participava das festas, nunca jantava com clientes. Mas os trabalhos em sua mesa empilhavam. Isso porquê, todas as mulheres da empresa pediam ajuda a ela pra agrada ao chefe, quando o assunto era trabalho. E sempre pagavam ou dividiam o prêmio. Ninguém nunca soube que ela estava por trás de 90% do sucesso da empresa. Andava sempre com estilo de roupa streetwear oversized, calçava conforto e praticidade , pois sempre tinha muito o que fazer,mas nas reuniões formais se vestia de forma clássica , nunca tinha atenção dos chefes, era totalmente ignorada nas premiações  e mal abria a boca nas reuniões gerais. Mas lucrava. 


Até que Joana começou a presenciar quando a situação começou a sair de controle. Um certo cliente começou a exigir atenção de uma dessas profissionais de atendimento e alegou se sentir traído. Esse cliente ligava aos finais de semana, exigia reuniões, stalkeava e chorava no telefone perguntando o que ele tinha feito, pra que ela quisesse sair com outros homens, no caso, o namorado. Em outro momento um cliente quis que ela exercesse serviços  fora dos negócios. Teve casos em que o cliente queria casar e com a recusa ( e o riso), ligou para todas as outras empresas  exigindo que todos se afastassem dessa  ' usurpadora '. 


Diante dessa situação, a comissão de proteção interna da empresa, tomou uma posição " drástica "! Proibiu que houvesse relacionamento entre funcionário e clientes. E fizeram uma campanha com regras de como tratar suas musas, porque antes de tudo eram funcionárias dessa agência , o front end da empresa e mereciam 'respeito' dentro dos seus hábitos. Algum tempo depois , tendo em vista a mesma fonte da reclamação, elas foram proibidas de terem relacionamentos estáveis em geral, com o objetivo de generalizar as regras, e manter as expectativas do cliente, alta. As que se atreviam, perdiam o luxo e a estima, porquanto o objetivo seria se manter disponíveis às necessidades do cliente. 


Crises de burnout começaram a se multiplicar, enquanto funções profissionais começaram a ser esvaziadas. "É vocação da mulher cuidar e servir." Dizia o estatuto: " funções de administração e assumir a criação são hierarquicamente o papel do homem" ; " Os cargos de atendimento, secretariado devem ser ocupado por mulheres que.." descrevendo desde de idade a atributos pessoais, " as mulheres devem se comportar em reuniões formais dessa forma.." .  ".. e os jantares devem ter características.." com descrição dos fatos. Os papeis sociais estavam estabelecidos. 

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domingo, 30 de março de 2025

Instinto Materno - parte 3

 


" Somos uma empresa voltada para o entretenimento.." falou o galã ".. nessa empresa as políticas são flexíveis, relacionamentos entre funcionários, é permitido.." e deu uma piscadinha ".. no entanto podem acontecer reuniões noturnas com chefes e clientes.." continuou ".. mas em compensação, essas reuniões são pagas como extras." como um ar um pouco mais sereno "... algumas pessoas são chamadas para serem nossas representantes e esse cargo é um deles. " encarando Luana e tentando ler suas reações , voltou a sorrir dizendo ".. mas temos um programa de proteção das mulheres e acolhimento. Nossas princesas tem tratamento especial e são a estrela da nossa agência.." falava e falava, de todos os benefícios , esquecendo ser ele o recrutador e olhava Luana, com interesse. 




Luana entendeu o recado, mas sua voz se perdia em seus pensamentos , enquanto dizia para si "tudo pelo trabalho". Saiu daquela sala, sabendo que o recrutador estava satisfeito com sua entrevista. Não tinha lhe pedido mais nada. Andando devagar, segurava com as duas mãos o seu currículo e todos os seus certificados. Então parou e se virou para a porta e exclamou: " o currículo!". "ah, deixe na recepção" falou ele. Em baixo do seus passos, estava  marca da lágrima , já seca, no assoalho de madeira. Ao caminhar pisou em cima daquela marca com a ponta do seu scarpin de couro  amadeirado ,em direção a recepção, do qual já havia evaporado. Ser alta não lhe custava. Naquele momento estava em uma posição confortável, em encarar olho no olho, qualquer estatura de seu oposto. E se comunicava com confiança em suas habilidades. Qualquer coisa a mais, dizia ela, é luxo e capricho. 

Nas semanas seguintes, foi apresentada ao programa de valorização das mulheres. As mulheres eram idolatradas e tidas como musas, nesse lugar. Faziam parte do programa de embelezamento, recebendo roupas e sapatos, atendimento de salão e estética pagos ou com descontos dados pela empresa. Eram recebidas com festa na empresa, as funcionárias que fechavam mais contratos, recebiam viagens de presente e as mais dedicadas recebiam até carros.


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sexta-feira, 21 de março de 2025

INSTINTO MATERNO - parte 2

 


Ambas se cruzaram no dia da entrevista, enquanto uma chegava a outra estava de saída, as pressas. Luana pensou, ' isso pode ser uma funcionária antiga sendo demitida'. Sentiu o pouco de pena, pelo estado emocional da garota. Quis que oferecer uma palavra de conforto, mas era uma desconhecida. E passou tão rápido que não deu tempo nem de completar a frase em pensamento, enquanto notava uma de suas lágrimas no assoalho. 


Já Mayara, nem tinha notado a sua presença, seu semblante era sério e determinado. Em sua mente, só verificava os saltos formais que tinha nos pés, com intuito de parecer mais alta que o normal, mas que não lhe dava a mesma dinâmica , que praticava  em suas corridas. Que erro aquele salto provocou em suas expectativas! Naquele momento ela corria de ou para alguma direção, sempre focada em seus objetivos, que era como se sentia segura para tomar decisões. O momento em que pensava menos no impacto no seu joelho do que calçando um salto. Menos preocupações , dizia ela, capacidade de focar no que queria em todos os âmbitos da sua vida. Multifocada em seus pensamentos, não queria que aquelas preocupações lhe causassem descuidos que provocassem tendinites, que deixassem seu corpo fora de controle. As decepções não lhe impediam de correr.  Ela apenas corria do que não se encaixava. Aquele salto, não era o que queria. Passos de pensamento que duraram o tempo de um lágrima.


Quando Luana entrou na sala da entrevista, foi recebida por jovem galã sorridente. Super falante, discursava sobre o imaginário criativo daquela empresa. Eram dois minutos ,entre uma pergunta de seleção e a outra, dizendo sobre os altos salários ,prêmios ,a Networking. "Mesmo que não faça carreira aqui, você poderá trabalhar em qualquer lugar, dizia ele. Pareceu extremamente promissor para Luana, atendia a sua necessidade de suprir as expectativas de futuro que seu pai planejou para ela. 

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* merchandasing experimental: O conteúdo  pode conter citação de marcas ou produtos, mas a aparição não caracteriza que o conteúdo foi feito em seu nome.

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sexta-feira, 14 de março de 2025

INSTINTO MATERNO


O que pode se dizer do instinto materno, além de  que se trata da disposição que uma mulher tem para ficar disponível a uma  pessoa, em detrimento do seu bem estar, considerando uma situação de vulnerabilidade?  O que é típico da condição de ser mãe. Mas não significa que esse instinto feminino seja sua única função. No contexto de ser mulher , os papeis que a ela quer assumir, os que podem assumir, os que conseguem assumir e o que lhes são impostos, são barreiras limitantes do seu potencial, gerados por conflitos de interesses sociais. Qual é o local da mulher? Vislumbrar a sociedade como um berço do seu legado, tratando a todos como se fossem seus filhos? Quais são as vulnerabilidades sociais? Necessidades fisiológicas , de status e de auto aceitação que precisam ser preenchidos? Quais os contexto sociais que existem ? Na família? No trabalho? Nas relações sociais? Cabe a própria mulher , e não ao homem se posicionar decidindo o que quer se tornar . Porém a sua atitude sempre virá com riscos e desafios a serem superados. Um caso a se pensar, sem julgamentos. Veremos.

Era um dia ensolarado, quando duas mulheres, uma de cada lado da cidade, decidiram que iam se candidatar em uma mesma empresa de publicidade,  ao cargo de atendimento. Uma soube por acaso , em uma conversa informal com amigos. A outra estava dedicada  já a algum tempo, pesquisado as agências da cidade e aquela empresa era uma das quais tinham aquele imaginário coletivo de um lugar cheio de criatividade ,alegria e respeito a próximo. Embora fosse muito consciente de qualquer empresa dessas tem um ambiente muito competitivo, resolveu tentar. Ambas tem a mesma idade, a mesma formação e habilidade profissional. Mas são filhas de pais com criação completamente diferentes.

Mayara, cujo os pais são mais velhos e viveram intensamente os anos 70's viveu em um ambiente cheio de referências dessa época, tanto musicais, quantos comportamentais, sobre conceitos de paz, liberdade sexual, preocupação com a coletivo e o meio ambiente. Então ela se via em volta por essa identidade, que mesmo se considerando uma pessoa mais urbana, existe uma certa admiração do qual ela se inspirava para viver a sua vida ,com um maior grau de moderação, até mesmo pelo fato de ser de outra geração.



Já a Luana, é filha de pais do anos 80's. Sua geração se dedicava mais ao trabalho, sendo extremamente pós modernista, focados em acumular riquezas através do trabalho. Era uma família que tinha uma condição de vida estável, mas porque eram extremamente regrados e metódicos com as finanças. Por isso conseguiram passar o tempo de crise estabilizar. Luana sentia o peso dessa pressão, que se refletiam em suas escolhas profissionais. Fazer o que gosta é em casa, diziam os pais, na rua a prioridade é por algo que renderia dinheiro.


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sábado, 22 de fevereiro de 2025

As histéricas - parte final


 Ambos, então, em decorrência do desligamento da empresa, estruturaram o plano de sucessão, relatando o seguinte problema:

O concorrente assumia muitos riscos pra se manter em primeiro lugar no mercado. Fazia muitos empréstimos, mas era resistente em fazer fusão. Era preciso esperar ele pagar a dívida, que tinha com o  investidor , para que a opção de fusão fosse eliminada. Se isso ocorresse, tendo aporte muito maior, as duas lojas que eram o carro chefe do grupo inteiro, seriam engolidos pelo concorrente. Por isso , a escolha do sucessor precisava estar alinhado com a estratégia do mercado. Eles indicariam Carla.

- Carla? - Contestou o CEO. - Mas Carla é histérica, ela tende a ter atitudes infantis quando perde. Não vai resistir a pressão.  Essas são as maiores filiais da empresa. É preciso alguém que saiba se relacionar no mercado. 


E assim, o CEO escolheu Eduardo em seu lugar. A dupla foi contratada para uma grande empresa de consultoria. E de lá viu Eduardo assumir uma postura predatória, fazer empréstimos e concorrer pela aquela fusão, como só ele poderia fazer. Criou um grande evento para comunicar que o setor dele dominaria o mercado. 

As consequências não poderiam ser mais trágicas do que isso. No já findo evento interno, os diretores não colaboravam mais entre si, irritados porque os financiamentos de suas filiais foram direcionado para outro evento, com contenção de despesas. E para receber seria necessário colaborar com o carro chefe;  A concorrente fundiu com a multinacional e injetou 2 vezes mais o lucro anual, temendo os anúncios de Eduardo ;  o CEO, atônito, tentava entender como tudo aquilo aconteceu. Eduardo endividou a própria empresa e não alcançou resultados que lhe tinha prometido , com sua estratégia . Enfim consternado, resolveu dá uma chance para Carla.


Infelizmente, Carla  não estava mais lá. Tinha decido se mudar, porque a situação da empresa se tornou insustentável.  Sentia frustração e se culpava por não ter sido ' racional o suficiente' para lidar com os fatos. E desvalorizada. Foi contratada por indicação da dupla; E a nova empresa tinha uma dinâmica bem parecida dos que encantava Carla. As pressões e os desafios eram maiores ,mas não incomodavam. Porque seu estilo e opiniões eram respeitados. Todos os momentos em que ela expressou medo e ansiedade, a equipe se reunia em volta do problema pra resolver o caso. E dava certo. Carla cresceu profissionalmente e ocupou cargos maiores do que Eduardo jamais teria, dentro daquele estabelecimento. E conduziu a sua empresa atual a ser líder do mercado.


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Agora é a sua vez de contar a sua experiência:,revisando o texto ' mulheres emotivas' como o que, ou quem, você se identifica?Quantas vezes você mulher foi tratada como histérica? Quantas vezes você julgou alguém como histérica? Quantas vezes você estava certo? Quantas vezes você estava errado?Revise o texto 'mulheres emotivas'  e volte para contar. Volte mesmo! Faça comentários   nos episódios da nova temporada e as empresas interessadas saberão, que vocês aceitam ser recompensados. 


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

As histéricas - Parte 2

 




Das vezes que participou da disputa , Carla ficou em terceiro lugar duas vezes. Em uma ela questionou Eduardo, demonstrando profundo descontentamento. Com uma certa irritação, olhos cerrados, tom de voz severo. Ao tentar solicitar seu plano para sua filial, descobriu versão parecida ,no nome dele, que não tinha dado certo, portanto a sua versão foi negada. Na outra que enfrentou Eduardo , ela o questionou no dia da premiação.

- Esse show, é uma farsa! - Disse ela , para todos ouvirem , inclusive o CEO. - Ora, ora - disse Eduardo - Não seja uma histérica! Claramente está irritada porque não ganhou. Por certo, o seu plano não atende as necessidades da empresa.


Carla saiu irritada, dessa reunião , e não voltou a comparecer até a sua terceira e última tentativa. Foi quando venceu. Eduardo se aproximou, com grandes ares de celebração , para lhes desejar felicitações, mas foi logo contido. Em seu discurso, ela disse reconhecer a conexão entre o esforço coletivo e o crescimento da empresa. Mas também deixou a entender que atitudes individualistas não podem prevalecer contra o senso de propósito coletivo.


Muitos diretores de outras filiais aplaudiam , sem muito entusiasmo e em silêncio. Tinham entendido o recado. A fofoca já corria solta no bastidores. Carla não foi a única vítima. O ceo , que não entendeu a mensagem perguntou a Eduardo: " Mas do que é que ela está falando?" - do qual replicou - " Ela só está sendo infantil! Não se preocupe, deixei o plano dela diretamente nas minhas mãos pra evitar de levar dor de cabeça e reclamações para o senhor." - Resposta do qual o CEO um pouco confuso , concordou.


Os planos de Carla era deixar o CEO ciente do que acontecia nos bastidores, antecipando o problema para que isso não prejudicasse a empresa ,no futuro. Sem sucesso. Eduardo tinha bloqueado todas as chances dessa reunião acontecer. Até o email era vigiado. Frustrada, contou sua frustração a Mariana. E a Pedro. Sua dupla e o único que tinha mais influência junto ao CEO, do que Eduardo. Eles nunca participavam da disputa. Mas tinham poder de indicação.









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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

As histéricas




Não é atoa que os homens investem no discurso de chamar as mulheres de histéricas.  Isso lhes garantem a projeção de infantilização da mulher, que lhes asseguram uma melhor posição social. Historicamente falando, o papel de progenitora é tão adorado quanto limitado em suas capacidades sociais. A mulher é a que move a sociedade. Mas é o homem que a constrói.


Tendo essa perspectiva social em vista vamos conhecer a história de Eduardo e Carla. Ambos trabalham na mesma empresa, em filiais diferentes. Ambos fazem parte de um grupo de diretores compostos por pelo menos 15 pessoas , administrando 17 regionais. Duas delas eram disputadíssimas! Com capacidade de gerar mais lucro e também de expandir para quatro. Ao mesmo tempo , os diretores dessas duas filiais receberam uma proposta de um grupo de outro setor em outra área de atuação e aceitaram . Essa dupla de diretores, embora em filiais diferentes, trabalhavam juntos e esse modelo de gerenciamento das lojas dava muito certo! Lucravam muito,  tinha uma cartela de cliente fieis e conduzia a marca da empresa para outro patamar.

 Carla estava encantada com aquele case de sucesso e admirava Mariana, uma das duplas, profunda e sinceramente. Várias vezes conversavam , trocavam experiências e conselhos. Mariana via nela, potencial e o objetivo era indicar como sua substituta, prevendo sua projeção de carreira para outro lugar. Por isso advertiu: " Vou te indicar ao conselho, mas quando estiver aqui tenha cuidado! Nós administramos riscos muito altos e concorrente muito fortes! O que nos consolidou, foi aproveitar os espaços que tínhamos para crescer. Por isso, quando estiver nessa posição, não tenha pressa. E não mude a estratégia até que determinada situação aconteça. 


Já Eduardo , estava bem posicionado entre as 15 outras filias, mas existia um motivo para isso: Ser homem , para ele, bastava. Isso lhe garantia o status que lhe cabia tão bem, como homem de negócios. E esse papel , ele sempre interpretou muito bem. Estava sempre bem vestido, tinha retórica , uma lista enorme de network e poucos inimigos. Um desses era Carla.


Eduardo entrou nessa empresa, por indicação atendendo a um favor que tinha prestado a um amigo. Ele não cresceu na empresa como Carla. Costumava deixa o trabalho pesado na mão de terceiros, dos quais reclamavam que ele o sobrecarrega de tarefas. E se dedicava a socializar fazendo eventos internos na empresa. Ele criou um evento para agradar a direção geral, do qual os diretores de todas as filiais reuniam planos de negócios que, disputavam dentre os quais seriam executado como plano global. O vencedor ganhava uma bela comissão. Mas Eduardo ganhava prestígio do CEO, o respeito e admiração de todos os seus colegas, um fundo de investimentos para administrar e 14 planos de negócios prontos que ele adaptava para aplicar em sua própria filial. Ninguém nunca percebeu. Ou não se importava. Afinal era um preço muito baixo a se pagar , por tanto benefícios que o CEO liberava. Menos Carla. Ela percebia tudo. E se importava.


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Pense como um Insighter









Frequentemente nos deparamos com situações que não sabemos como agir. O mundo é repleto de ambientes , situações e acasos que estão fora do nosso controle quando nem sempre estamos no modo pro. 

Todos nós somos o resultado de como nossa família nos criou, nosso pequeno universo de crença e valores. Do que amamos e do que rejeitamos. Do que vivemos e pensamos. E do que experimentamos.



Mas a vida não vem um com manual de instrução. E nem em modo teste. E assim perdemos grandes oportunidades de ter vivido, sentido ou construído algo com resultados diferentes. Quando consideramos apenas o ponto de vista individual, sem se responsabilizar ou entender o outro, a situação ou o ambiente como deveríamos, falhamos. 

Falhamos como pessoa, falhamos como profissional e falhamos como sociedade. Nossos direitos individuais dependem do que fazemos no coletivo como família, como sociedade e como nação.


O papel que desempenhamos como parceiros, pais ou filhos, como empregados ou como patrões, como cidadãos  ou governantes, segue um fluxo que dita o que somos e para onde vamos.

Quem é você? E aonde quer chegar? Como suas ambições e desejos pessoais constroem ou destroem , o ambiente a sua volta, as pessoas e os lugares? E quais são os impactos das suas ações, ou a falta delas, coletivamente?

The Insighters nasceu com uma missão de desenvolver no individuo, a capacidade de auto reflexão, sem julgamentos.  Mas o conhecimento tem que ser uma relação causal, com as atitudes, senão perde a sua  razão de existir.


Então fica a pergunta: De tudo que aprendeu, qual você pratica? Seja para se relacionar melhor com os outros, conquistar seus objetivos e desenvolver ,quanto para rejeitar, evitar ou reprimir. Com o que você se identifica para viver as suas realizações pessoais? Qual o seu legado para o mundo, para a sociedade, para as pessoas a sua volta? E como os outros te afetam positiva ou negativamente?


Nesse semestre está no ar a série, " Pense como um Insighter" , que estreia como objetivo de apresentar uma série de exemplos para discutir como você , nossa audiência , como aplicar na vida o modo Insighters de pensar. E queremos a sua participação para ensinar uns aos outros, dividindo e partilhando experiências relacionados aos assuntos correlatos, ou nos dizer o que você faria diferente.


Esperamos por vocês nos comentários de cada episódio de postagem.



sábado, 24 de dezembro de 2022

A moda que importa

 


Se por acaso existisse um amigo secreto 
(secret santa) entre   celebridades?  Hipoteticamente, digamos que esse site tenha por amigo secreto , Florence Pugh, qual a melhor forma de presentear uma celebridade? Imagem é muito importante no meio artístico, então apenas observando o que costumam vestir não é suficiente, para cada um expressa a identidade que nos tornam únicos, e por fim se reflete em como falamos, agimos , nos comportamos e por fim como nos vestimos.


Florence tem uma personalidade extremamente forte e determinada, ao mesmo tempo que demostra ter apreço por segurança e estabilidade. Dificilmente se deixa levar pelas opiniões dos outros e encara os ambientes desafiadores como forma de obter reconhecimento, pelo seu esforço e dedicação.

 


Claramente , Florence não é old money fashion , mas como uma típica inglesa vive e trabalha no meio dos que são. A elegância é uma forte característica ligada à tradição. E é preciso se adaptar a esse ambiente que é extremamente definido pela aparência. New money fashion é o que caracteriza o processo de ascensão social, a mobilidade entre classes. Por outro lado, anda por entre os herdeiros, não significa , querer se tornar um deles. E sim expressar uma marca , uma comunicação e uma mensagem. E afinal é disso que se tratam desfiles e tendências lançadas em fashion weeks no início de cada estação.


Por esse mesmo motivo que não dá pra entregar a responsabilidade de sustentar o estilo pessoal nas mãos de um processo de consumo industrial que é feito para o mercado. A tendência tem como objetivo expressar as características de um tempo, de um período ou de uma conjuntura de necessidade popular e patronizar, sem necessariamente identificar a individualidade de cada pessoa.


Essa é a confusão que leva a cair no erro de pensar que, em copiar o estilo de outra pessoa, é possível se apropriar , daquele gosto, daquela identidade ou daquela forma. Uma cópia é só uma cópia. Um molde vazio. No final o que acontece é perceber que a pessoa não se comporta de acordo como a mensagem quem veste. Ou no mínimo, acaba vestindo a ideia de outra pessoa.


Com Pugh não é diferente. Sua personalidade forte não se reflete nas suas roupas. Não pelo que lhe falta ,mas pelo o que sobra . Com isso fica refém de vestir, o que os outros querem que ela seja. É possível deixar sua marca no mundo fashion, sem tentar parecer outra coisa. A começar pelas cores: ela sempre fica bem com tons fortes e fechados: vermelho, azul , verde , sempre em suas versões mais sóbrias. Enquanto a maquiagem pode ser manter alinhada com o seu tom de pele. O seu estílo é o punk rock, o que significa cortes ousados e rebeldes. Seus melhores decotes sempre são as fendas nas costas com pouco romantismo ou cores suaves , especialmente na parte superior. De preferência , fendas verticais assimétricas e busto mais justo, tipo envelope ou armadura, retomando algum indício de romantismo da cintura para baixo. Por fim , a rebeldia está nos detalhes, uma vez que os modelos clássicos podem absorver os seus tons e a sua mensagem.

Se fossem presentes , os seguintes o modelos chegariam em sua casa:


Alberta Ferratti


  E motivo da escolha desse vestido como uma opção que gostaria de ver a Pugh vestindo, é porque tons de rebeldia se expressam de forma inesperada.


  









Burberry 2018



Já essas opções são modelos com estilo tradicional , embora a paleta de cores diz exatamente oposto.











Segue abaixo algumas sugestões pra se inspirar ,para quem se identifica com o tema :





sábado, 13 de agosto de 2022

Afinal, quem paga as contas?



Nesse site sempre houve muita referência as relações sociais entre homens e mulheres e seu papel na sociedade. Mas qual é a graça de aprender tudo isso se não pôr em prática? Por isso hoje , vamos revisitar alguns conceitos pela ótica da hipótese. O que fazemos, por que fazemos e como aplicar o que entendemos?

Vamos conjecturar as seguintes situações em um jantar : Você um homem extremamente rico que tem o hábito de pagar o jantar em encontros amorosos; ou, você é um homem com menor poder aquisitivo, que se esforça para pagar a conta e impressionar alguém que quer conquistar ; talvez seja um casal que tem poder aquisitivo, diferentes ; por fim, uma mulher que aceita o convite. O que dirige nossas ações? 



Quando há um senso comum dizendo que quem sempre paga a conta é o homem, o que se lê é a cultura aristocrática em ação definindo o papel social pelos modos e hábitos. Por que ele é quem paga a conta? O papel do homem é ter o controle. Enquanto o papel aristocrático da figura feminina é estar bonita e disponível. Um homem que não precisa ficar contando dinheiro, não tem restrições em prover desde um jantar, até qualquer coisa que apraz.


Da mesma forma , o que vai cobrar é que a pessoa esteja disponível para os seus caprichos. E uma pessoa que diz o que ela deve comer, também dirá o que deve vestir e o que almejar na vida. 



A mulher que deseja se aristocrata, tem muitas limitações indenitárias. Porque é preciso anular os próprios desejos em troca de favores. Seguindo esse caminho as pessoas não se tornam admiradas e quistas, pelo que são, mas pelo que possuem , além de pela beleza e o encanto que podem proporcionar.
 

Há quem entenda isso como privilégio, um meio de conquistar facilmente conforto e riquezas ou pelo menos mantê-las. Esse é um estilo de vida que define como as pessoas se comportam pra ter o que querem a partir desse ponto. Você consegue enxergar as ambições desse homem e dessa mulher? O que eles fazem pra conseguir aquilo que querem? As pessoas atraem o que transmitem pelo que buscam : existem homens que querem manter essa hierarquia em busca da manutenção do seu status. E mulheres que se contentam em ser hierarquizadas. O que fica claro é que essa é uma posição hierárquica que não define igualdade entre as partes. 


Mas o processo de emancipação feminina não findou essa estrutura. As relações que antes eram de conjugues passaram a ser exigências trabalhistas. Onde a beleza e o encanto definem cargos e salários. Essa jornada por autossuficiência , não começou por modificar essa ordem, mas se aproveitar dela. Na primeira fase do feminismo , a definição de liberdade ,descritas por livros ,era sobre a vida em cabarés. A liberdade de estar com quem quiser, ao invés de se dedicar a um só casamento arranjado.  E podendo estabelecer uma livre relação de troca, onde a mulher estava no comando. Por ter algo bonito e encantador para oferecer. Nesse ambiente, rejeitado pelos “bons costumes”, que não era nenhum paraíso como as loucuras romantizadas nos livros, de pobreza à golpes , aqui a mulheres desenvolveram artimanhas pra defender sua ‘independência’ , reduzindo a autonomia a um mero senso se sobrevivência. Atribuindo a liberdade ao corpo, como mero instrumento de exercer poder.


Mas o feminismo amadureceu e adquiriu outras fontes. Como em sua 3 fase, onde essa relação de hierarquia, não é só reconhecida como patriarcal mas é escravocrata. Ou seja, além da autonomia financeira, existe a autonomia do corpo e a autonomia da vontade. E uma mulher com independência escolhe pra onde vai, com quem vai e o que vai querer , sem a obrigação de agradar a boa vontade masculina. Esses valores conflitantes desafiam a manutenção do status masculino. E pra conseguir exercer sua “ superioridade natural”, começam a se comportar diferente, em uma sociedade que está organizada a acolher as suas vontades.




Feminismo só até aqui – Por que a diferença salarial incomoda? Porque estabelece quem comanda e o poder vira uma disputa que afeta egos. A sociedade abraça quando a mulher ganha menos, mas paga mais pois a partir daí vai guardar menos. Com muitas mulheres confortáveis em se manter dependente ou lutar pelo manutenção desse duplo privilégio.



Da mesma forma que o mercado se dedica mais a beleza e ao encanto da delas do que dos homens. Para o homem é mais fácil competir com a beleza e o encanto para um cargo de poder, do que com qualidades humanas de inteligência e competência. Basta empurrar um estereótipo de conquistas baseado em artimanhas e não em talento. Por outro lado, um homem que tem mais recursos financeiros escolhe mais com quem se relaciona, do que aquele que não tem. A indústria alimenta o sonho de bancar a mulher, como forma de conquista. Como forma de ter a mulher que quiser aos seus pés. 


 Então o que acontece quando esse desejo de harém desmorona? Ele se apressa a empurra a mulher para o lugar que ‘ merece’, tendo todos os recursos da sociedade a disposição pra que possam pagar por isso. A experiência mostra que começa com o discurso. Primeiro geral, até o específico. A supersexualização como papel central da mulher, se desdobrando em insulto. A anulação do seu poder de decisão , atribuir suas conquistas a terceiros ou roubá-las pra si , com um sentimento de merecimento.


Como fazer então, para se diferenciar de tudo isso? Basta prestar atenção na motivação de cada ato, individualmente, pra saber se é um desejo masculino, um desejo feminino ou uma convenção social sendo preservada. E então você poderá quebrar os padrões, administrando os seus.



 Voltando a prática do restaurante, manter a etiqueta é uma questão de educação. Porque classe e elegância, não é só bonito e encantador. É também inteligente. Independente de ser uma relação amorosa, ou não, quem convida é quem paga. Da mesma forma , escolhe o lugar e a hora. Mas se o convite foi feito, qual o objetivo do jantar? Intensificar relações de amizades ? Boa vontade ? O quanto o convidado pode ter certeza que pode levantar da mesa e voltar pra casa, sem o débito de entregar alguma coisa em troca? Quando, como e onde definem mais se aquele recurso está sendo usado pra criar laços ou pra comprá-las, do que o simples desejo de impressionar e ser impressionado.

Por outro lado, uma forma de se distanciar de inquerências, cobranças ou mal intendidos é associar o ato de “bondade” a um outro ato de “bondade” compatível, evitando débitos emocionais de custos indiretos. Pagar um convite do jantar com outro jantar, agora de sua preferência. Ou com um presente de agradecimento que corte qualquer tipo de esperança em cobrar. Se oferecer para dividir a conta também é um ato de educação, embora não seja obrigação. Quando há diferenças significativas de rendas a sugestão é contribuir de acordo com a sua capacidade, com qualquer valor que seja. É importante lembrar que caso queria dividir a conta, essa se torna uma decisão previamente combinada, oferecida pelo convidado, nunca uma obrigação.


 Existe sempre a possibilidades de quebrar padrões e brincar com o assombro das pessoas ao perceber quem é que está no controle da situação. Mas pra encontrar essas pessoas, seria preciso mudar o modo com que atraem umas as outras e pelo que se interessam. Acima de tudo cuidar dos próprios modos e costumes, pra não se deixar ser definido por nenhum desses atos.


 
Pelas regras da etiqueta, nada impede que um homem queira se comportar como aristocrata. E nada impede que a mulher aceite esse estilo de vida. Qualquer que seja escolha , os nossos atos se tornam um legado social que definem como as pessoas vão nos vê e nos tratar. E no final, quem paga ESSA conta?