quinta-feira, 17 de maio de 2012

Brave


A palavra 'bravo' é comum ser usada tanto no sentido de estar furioso quanto no sentido de ter um ato de bravura, coragem. E é engraçado como esses conceitos se misturam,ou se completam, em uma única palavra. Talvez porque seja preciso ter um pouco de raiva para se ter coragem. É como o fundamento da característica de uma pessoa,a base. E como dizia Clarice Lispector:




“Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro"



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Talvez antes de cortar os defeitos seja necessário experimentar em que momento devemos usar-los e em que medida. Talvez isso transforme aquilo que era considerado defeito em uma qualidade.



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Estava pensando nisso enquanto assistia o trailler - Brave - da pixar. E desejando muito assistir essa nova fase Disney. Vocês perceberam o quanto o enfoque dos desenhos mudou ? Primeiro eram os contos europeus como branca de neve, cinderela entre outros com um final feliz. Diferente dos contos reais, que nem sempre foram para alimentar os sonhos de princesa. Depois esses mesmos contos foram repaginados para dar um ar de poder feminino assumindo o controle. Até  as fábulas gregas já foram usadas de inspiração, o que parece valorizar o poder das idéias. Ao mesmo tempo desenhos com ar futurista começaram a aparecer. E agora as fábulas nórdicas começam uma nova fase talvez, como em Brave. Não conheço muito do enredo,mas pelo trailler é possível notar um pouco de valorização da força,muito frequente em fábulas nórdicas. Como em Astelix e Obelix. Será que a idéia é a de transmitir que a força física também pode existir no corpo delicado de uma mulher? Vamos aguardar. Ansiosamente,já que os traillers eu não consigo parar de assistir: