terça-feira, 10 de julho de 2012

Como qualificar e viralizar conteúdo


Qualificar e viralizar conteúdo , na prática, não é uma questão fácil de ser resolvida. Por isso é possível que nesse texto existam mais perguntas do que respostas. O que proponho é compartilhar conhecimento que entre a teoria e prática ajuda a todos.

A começar pelo conteúdo, que dependendo da faixa etária do público deixa um grande impacto em longo prazo. Isso pode ser explicado a partir de uma experiência pessoal:


“Quando eu era adolescente, assistia muito os debates da MTV. Não só o Barraco MTV, que passava as segundas com a Astrid no comando, como os documentários – nacionais e internacionais - Inclusive existe um documentário da MTV americana do qual eu nunca me esqueci. Foi um curta metragem  sobre a proliferação do vírus da AIDS no mundo. Começava com um rapaz que foi contaminado numa traição, depois passou pra namorada, que viajou e passou pra outra pessoa, que se relacionou com alguém em outra festa e no final todos abriam um exame que constava como HIV positivo. Foi muito marcante isso pra mim. Mesmo assistindo os debates sobre os assuntos dos quais eu não sabia opinar e que hoje eu sei muito mais além do que concordar ou discordar,eu solidifiquei o meu ponto de vista e até postura diante da vida conhecendo outras opiniões.”


A linguagem também influencia muito na transmissão eficiente do conteúdo. E usar isso de forma inteligente não requer necessariamente uma linguagem rebuscada. Quanto maior forem as referências usadas, maior é grau de qualidade do conteúdo e público. Por exemplo, as crônicas do Arnaldo Jabor só entendem quem já tem uma bagagem intelectual de história, de política e de cultura geral. Ele trás referências desse passado para explicar o contexto do quadro atual. Quando mais se tem informação sobre um determinado tema, melhores serão os argumentos e a capacidade de explorar aquele assunto se amplia.


Mas conteúdo não é tudo, porque hoje em dia não basta ser, tem parecer alguma coisa para aparecer. E muita vezes a forma de distribuição atrapalha. É preciso perguntar: será que estou distribuindo meu conteúdo nos lugares certos, na hora certa e para o público certo? Um exemplo bem sucedido é a distribuição das novelas globais. São bem sutis porque não atrai o público dizendo assista a novela, mas estimulando a curiosidade sobre o desfecho de determinada história. A distribuição no youtube é um desafio para publicidade, que tem que captar a atenção nos primeiros cinco segundos, com uma frase e/ou uma imagem. Claro que é preciso investimento, mas dinheiro sem boas idéias não funcionam. Já o inverso, deixo a pergunta para o leitor responder: quais são as alternativas para driblar o baixo orçamento sem perder a qualidade?