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sábado, 14 de agosto de 2021

COMO AS PESSOAS SE RELACIONAM EM FUNÇÃO DO SEXO



Seja por condicionamento ou por educação, até mesmo a falta dela, a maioria dos homens sonham em ter um bingbing do tamanho dos seus egos, que de forma mágica resolveria todos os seus problemas de aceitação e status através da aprovação feminina. Ao contrário do homem, não é o ato sexual que mexe com a autoestima da mulher. É o processo até chegar lá. E cá entre nós que elas realmente desejam é serem indispensáveis. Porque se depois de uma noite elas não são as pessoas mais deslumbrantes do universo e eles não caírem de joelhos admitindo que o sistema solar gira e torno do seu umbigo, nada valeu a pena, não é mesmo? E o ponto alto dessa da busca pela afirmação, é carimbar a consolidação do seu poder através de algo que tenha bastante importância para eles: o sexo. É aí que, aquele símbolo da fertilidade humana tem que se tornar a deusa exclusiva e detentora de todo prazer, que aquele cara só está autorizado a buscar, no corpo dela. E com todo respeito, quem alimenta essa condição tem uma ideia muito pobre do que é se relacionar. Para a mulher, sexo é resultado do desejo, que é o que realmente importa. Daí, essa mulher projeta que foi a escolhida porque ele lhe atribui um valor por tudo o que ela é. Quando na verdade foi só pela capacidade de fazer com que ele exerça sua própria masculinidade. Você concorda que é isso que acontece com frequência?

O problema é que o resultado não é o esperado. Nem de um lado e nem do outro. Focar no sexo e no desejo faz com que eles pensem mais nas suas próprias prioridades. Muitas vezes quando um homem procura outra mulher, ele está interessado em se afirmar para outro homem provando que ele é desejado e aceito. A capacidade de ser focado induz o pensamento mais em si mesmo do que no que ela está falando, fazendo ou desejando. Daqui nasce uma infinidade de critérios para que isso aconteça. Inclusive as respostas violentas. Por outro lado a mulher busca reconhecimento de suas virtudes. Focar toda sua energia de autoestima no sexo que representa o desejo dele e resulta com  cada um pensando mais nas suas próprias prioridades.



E essa é uma característica social do ser humano, não a instintiva. Se não fosse assim, o homem só escolheriam mulheres pela sua capacidade de ser fértil e desenvolver uma prole, assim como os homens só seriam escolhidos pela sua capacidade de gerar uma descendência capaz de sobreviver no ambiente.



Talvez a melhor chance que as pessoas tenham de construir um modelo de satisfação inteiramente próprio é aprender o caminho inverso. E fazer o cara se perguntar: ‘ok, essa garota entra nos meus critérios, mas o que eu preciso fazer para estar nos critérios dela?’ O foco muda. Todo mundo tem critérios, inclusive essas mulheres que os homens procuram pra se auto afirmar para outros homens. Só que praticam isso fingindo ser o que não são e enquanto apoiam sua satisfação em algo egoísta e comprável. Por outro lado a qualidade dos homens que desejam essas mulheres entra num círculo de vaidade e pretensão que gera uma guerra. Para ser o que desejam um para outro , ambos entram num jogo de manipulação. As pessoas passam a disputar privilégios  em nome do amor. Só que quando as máscaras caem, não há desejo que aguente o sentimento de não pertencer aquela relação. Ninguém se compromete por inteiro, restando até certo desprezo mútuo, mantido pela vida de aparências.



As relações humanas são complexas e cada um escolhe o tipo de vida que quer levar. Há quem se satisfaça baseado no tipo de benefício possa usufruir do outro. Quando se faz essa escolha, o ambiente também escolhe por você, delimitando aqueles espaço que se podem alcançar, baseado nos mesmos interesses. Por outro lado o que acontece também é querer trazer pra dentro do nosso círculo, aqueles que não aceitam o nosso estilo de viver. Então as pessoas se frustram porque não conseguem manipular o suficiente ao ponto de transformar o outro naquilo que a gente quer que ele seja. Mas se tem uma coisa que todos precisam absorver, é o de ser autêntico é manter uma atitude que respeite tanto sua própria vontade, quanto as dos outros.

Já parou pra analisar quais são os seus próprios critérios? Aprovação social, classe social, o patriarcado, o feminismo, enfim. Admita os seus ou mude, sempre lembrando que seremos julgados (ou escolhidos) por aquilo que também julgamos. Delimitar e classificar as relações em sua própria cabeça sobre até que ponto é amizade, ficada (night stand), affair , rolo (friends with benefits), namoro ou casamento é um começo. E seja fiel a esses critérios. Não atribua aos outros, a escolha desses parâmetros, e especialmente aos homens, essa responsabilidade que é só sua sobre a sua vida. Porque são todos uns folgados, TODOS. Eles vão ficando , até o momento que for útil, especialmente se envolve ideologia de classe. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu " você tem que ser assim, é o que nós somos". Saiba que você e o seu corpo tem limites, que não devem ser definidos pelos outros. A não ser que queira estar do lado daquele cara que namora há 20 anos, mas nunca quer definir o que são ou trocam por uma mais nova depois disso. É um desperdício projetar um empenho em uma pessoa que não está procurando as mesmas coisas que você. Eles precisam saber que estão lidando com uma pessoa de carne e osso e seus sentimentos precisam ser respeitados. E que você não vai permitir um comportamento que te deixe instável e vulnerável. Então se proteja e não tenha vergonha de dizer não.

Nunca deixe espaço para má interpretação e ruídos de comunicação. Os homens se utilizam desse argumento pra manipular e fugir da responsabilidade. Até se entregar a um relacionamento, vão tentar de todo jeito enganar pra conseguir o que realmente desejam ou evitar envolvimento. E as mulheres pra inventar uma conexão que não existe.


Existe uma diferença entre o que as pessoas querem e o que precisam. Seja o que você precisa primeiro. Sem abdicar da sua personalidade. O suficiente para estar à vontade de sendo o que é, sem ter que montar um personagem. E com isso eliminar as barreiras que atrai ao que se quer. Homens costumam se envolver com mulheres que entendem o que sentem, tanto quanto a sua necessidade de provar seu valor. E se encanta com isso.

Nunca finja orgasmo. E de alguma forma, deixe isso claro. Mulheres fazem isso com intuito de serem vistas. Pode ser um choque pra ele ouvir o contrário. Das duas uma: ou vai fugir ou vai se lembrar de pensar muito mais em você. Vamos torcer pela segunda opção.


É sempre bom lembrar que a única regra universal é o consentimento. Comportamentos abusivos não devem ser vistos como o 'normal' do relacionamento. Isso surge especialmente como revanchismo contra mulher. Capaz de atos extremamente violentos ,típicos de pessoas emocionalmente desequilibradas.




 A vantagem de ser fiel aos próprios critérios é não dá espaço para hipocrisias. Nem a do seu comportamento e nem a dos outros. Sabe aquelas pessoas se agarram a qualquer desconhecido na balada, mas pra namorar coloca a pessoa em modo de espera? Claramente é pra fazer jogo com os sentimentos dos outros. Mas há coisa pior, quando essa pessoa se tornar um stalker por atenção? Você sabe que a pessoa não está interessada, mas ainda luta pra tirar algum proveito da situação. Na pior das hipóteses ter um critério para cada indivíduo diferente que aparece, só criará mais sofrimentos.  Ou uma coisa ou outra. Todo cuidado com esses ou para não se transformar em um desses, ainda é pouco. 


 Por falar nisso você já ouviu falara da regra do quinto encontro? Foi uma fórmula matemática inventada pra induzir a valorização da mulher a partir desse número de encontros. Mas isso é besteira. Alguns homens podem te valorizar no mesmo dia (e quando é assim é porque já admiravam platonicamente há algum tempo). Só que também pode ser depois de uma semana um ano, dois anos, cinco anos ou nunca. E aí, o que fazer? E quando? Se esse é o impasse, então se faça a seguinte pergunta: Eu o conheço suficiente a ponto de identificar se o que esse homem procura vai além de me usar pra sua autoafirmação? E no que isso contempla os meus critérios de escolha agora e no futuro? Ou se trata apenas de adquirir vantagens um do outro?


E, com o tempo esse autocondicionamento se torna o seu novo normal particular.