sábado, 19 de outubro de 2019

A lógica do consumismo





O objetivo da iniciativa privada é gerar lucro. Para isso, é necessário trabalhar com variáveis de demanda de mercado e capacidade de produção. Ou seja, ao criar um produto ele precisa ter uma necessidade de mercado e ser rentável. Mas quando se trata de grandes oligopólios, não basta gerar lucro, quando a intenção maior é criar riquezas com o acúmulo de grandes capitais. E assim, o que nós chamamos de mercado se organiza para criar uma necessidade. As tendências de mercado.





Essa é uma forma de se integrar a uma grande mudança do século o passado, as revoluções industriais que impulsionaram o capitalismo, a primeira através da máquina à vapor e a segunda pelo modelo fordista de produção em massa. O fato de poder produzir em quantidade se por um lado atendeu a uma população que também crescia ,alimentou outras formas de estimular a produção a gerar uma maior capacidade competitiva de dominação de espaço por área,país ou região. E junto com o capitalismo nasceu todo o estudo de desenvolvimento econômico através do marketing, administração,entre tantas outras que surgiram a partir desse ponto.



O capitalismo possibilitou ter em nossas mãos a capacidade de não nos preocupar com a oferta desde alimentos à utilitários necessários no dia à dia , ampliou a capacidade de comunicação e socialização e os meios de trabalho. A estabilidade cria qualidade de vida , que cria mercados.

Mas quando se trata de comércio,tê-lo com foco de crescimento econômico é uma relacão, relativamente nova. Vamos imaginar que na idade da pedra também haviam preocupações em diferentes proporções do que as atuais. Como por exemplo, a simples falta de conservante ser impossível a capacidade de estocar alimentos, sendo essa uma atividade diária, que talvez exigisse o trabalho em grupo pra defender um determinado terrítório, que naquele verão cabia uma fauna e que também atraia animais, e que também atraia um outro grupo de humanos com a mesma intenção, causando uma disputa por território entre eles. Assim essa disputa por território se estendeu por gerações, após a criação das nações até o feudalismo instituir o acumúlo de terras como fonte de força ,poder e riqueza.

Enquanto na era das grandes descobertas do novo mundo (o que hoje são as Américas, a Índia,a África etc) o foco era a ampliação de áreas com foco em plantio e mão de obra barata, o capitalimo foca a produção de royalties através da gestão de commodities, porque o show tem que continuar.

As novas formas de produção exigem a existência de um mercado que o sustente. Porque a escala de valor de um produto que é produzido em quantidade ,depende da sua capacidade de escoamento para se manter competitivo no mercado.



Mas até que ponto isso pode ser considerado a manutenção da atividade para se tornar um controle arbitrário e autoritário da manutenção de commodities para fins de manipulação financeira?
O mercado não é impulsionado pelo equilibrio, estabilidade e harmônia. É preciso incitar uma certa compulsão para criar um comércio, é preciso ‘esgotar’ a matéria-prima para produzir, é preciso explorar a oferta para gerar preço e é preciso poder de compra para gerar riquezas.

Nesse momento é que o Estado tem o papel de regular a livre iniciativa e a livre concorrência, para evitar que essas relações de trocas sejam exploradores de uma população alienada ao invés de construir uma relação de mercado onde ambas as parte se beneficiem. Cada país tem sua própria lesgilação a respeito, claro, o que não impedem as relações de abuso de poder acontecerem. Então o que está faltando?

Talvez, seja alinhar as tendências de mercado ao que realmente importa.