sexta-feira, 11 de junho de 2021

A revolta republicana



Se olhando para frente é possível entender o surgimento dos conservadores, olhando para trás no curso da história é possível ver a ascensão e queda do seu primeiro opositor político, os republicanos. Para isso, o que é preciso saber é que a origem do período rural europeu (idade média) é fruto do desdobramento da formação e queda de impérios que disputaram todo o território do entorno do mar mediterrâneo. Em sua maioria compartilhavam o desejo de expandir, através de guerras e conquistas, por isso mantinham uma estrutura política social, similar uma às outras: impérios oligarcas. O mais célebre imperador foi Alexandre, o Grande , que marcou o curso da história através de suas inúmeras conquistas como também culturalmente, influenciando a forma de exercer a política. Uma vez que seu tutor foi Aristóteles, um de fato oligarca, seus ideais de política atravessaram gerações, refletindo todo modelo imperialista e monárquico.


Como por exemplo o de defender processos hierárquicos e direito a propriedade assim como o direito privado. Da mesma forma que delega à politica a finalidade de promover a felicidade ao indivíduo, pelo que se pode obter do interesse comum, dentro de uma comunidade. Para ele a ascensão do homem está em ter talentos e a felicidade é o exercício de buscar as faculdades que alegram o espírito. O estado deve refletir uma estrutura familiar patriarcalista, onde os homens livres norteiam as mulheres , que são imperfeitos, e filhos , educando para que tenham condições de multiplicar seus bens e manter propriedades. Por fim, considerou necessário manter escravos, numa vida de trabalho manual como a agricultura , incompatível com a necessidade do homem livre que é cidadão, ao lazer e a liberdade necessários para se dedicar ao desenvolvimento individual. E assim o escravo era aquele não tinha tempo ou eram naturalmente ignorantes para alcançar um nível cultural superior. Embora sua condição humana perante Aristóteles não fosse vista com inferior nem a despeito de raça, via a condição de trabalho operacional como um infortúnio atribuído a outras classes. Assim, Aristóteles fundamentou a base do pensamento aristocrático em uma nova política.


A república surgiu em um momento anterior a Aristóteles, quando no 509 a.c. ( antes de cristo) se tem notícias de um grupo de alta classe em uma província na Itália resolveu tomar o poder das mãos de um rei tirano e instituiu um modelo de governo baseado no voto dessa elite, construindo instituições e leis para gerir a sociedade. O senado era responsável pela administração pública as finanças e investimento em guerras ou na paz, sendo os legisladores. O poder executivo era formado por outras 9 partições das quais valem destacar o Edil encarregado do policiamento e abastecimento; as assembleias centurial e curial que votavam projetos entre as famílias mais ricas da cidade e para funções religiosas respectivamente; e o Ditador que assumia interinamente o cargo de governador após o voto, em época de grave crises ou guerras, por um período máximo de 6 meses, obtendo plenos poderes.


O foco principal dos republicanos é a revolta contra a dinastia. Apesar de ter como alvo a descentralização do poder, a esfera política não tinha o objetivo de agregar a parcela da população que ainda vivia marginalizada, principalmente no início da república em Roma. A exemplo do tratamento dado aos plebeus que mediante uma dívida eram submetidos ao estado servidão ao credor, que podia durar toda vida, privando sua liberdade e direitos. O descontentamento gerou o agravamento de lutas de classes até que fossem implementadas representação política e leis direcionadas a eles. E apesar de haver ainda distinção de classes essa situação foi mantida porque a participação dos plebeus na economia e no exército de Roma eram de extrema importância para os Patrícios, que eram a elite de Roma, considerado os cidadãos, os grandes proprietários de terras e gados que compunham a aristocracia.